O confronto entre Real Madrid e Benfica, válido pelos playoffs da Champions League, se tornou assunto no mundo inteiro após a denúncia de Vinícius Júnior, que alegou ter sofrido racismo vindo do companheiro de profissão, Gianluca Prestianni.
Tudo aconteceu após o craque brasileiro abrir o placar do duelo e comemorar dançando, o que resultou em diversos xingamentos dos torcedores portugueses, além de cobranças de Otamendi e do já citado Prestianni. Não obstante, Vini afirmou que o mesmo o ofendeu com insultos racistas e fez a denúncia para o árbitro François Letexier, que seguiu o protocolo.
Situação em Benfica x Real Madrid teve decisão polêmica da arbitragem
Após a sinalização, o jogo ficou paralisado por 10 minutos, com direito a uma longa conversa entre o jogador argentino e o árbitro. Todavia, as câmeras do estádio não puderam tirar conclusões sobre a fala do atleta, que cobriu a boca ao falar com Vini.
Deste modo, por falta de provas, foi Vinícius Júnior que acabou tomando cartão amarelo, com a sua comemoração no Estádio da Luz sendo considerada provocativa. Além disso, o brasileiro ainda continuou sendo vaiado pelos torcedores dos Encarnados.
No entanto, a situação gerou muitas dúvidas entre alguns internautas, já que é uma das primeiras vezes que o mesmo é acionado em uma partida desta magnitude e ganha tanta repercussão no Brasil. Assim, nós do Somos Fanáticos decidimos explicar o que da fato é o Protocolo Antiracismo.
Saiba como funciona o Protocolo Antiracismo da FIFA
O protocolo foi aprovado em maio de 2024 e sofreu uma atualização no ano passado, sendo dividido em três etapas. Ele permite que qualquer jogador ou membro da comissão técnica denuncie a situação, o que culmina no árbitro da partida tendo que dar um recado com auxílio do sistema de som e também do telão, exigindo o fim do comportamento.
Caso a primeira etapa não obtenha sucesso e os atos continuem após o reinício, o árbitro tem o direito de suspender a partida, o que resulta nos dois times indo para os vestiários por tempo indeterminado, assim como no caso das paralisações na Copa do Mundo de Clubes em virtude dos temporais.
Já o terceiro passo é, em casos mais graves, o encerramento do jogo de maneira antecipada. Neste cenário, existe a possibilidade de W.O. e punicções severas, como perda de pontos e multas ao clube infrator.




