A CBF cobrou monitoramento da FIFA e punição da UEFA no caso de racismo contra Vinícius Júnior. O episódio ocorreu na visita do Real Madrid ao Benfica, pela Champiosn League. Portanto, a manifestação foi formalizada por meio de cartas enviadas aos órgãos internacionais do futebol.
Desse modo, o presidente da CBF, Samir Xaud, reforçou que espera o acompanhamento de perto da FIFA no caso. Além disso, Xaud também solicitou que a UEFA adote as medidas necessárias para identificar e punir os responsáveis pelas injúrias racistas contra o atacante brasileiro.
Inclusive, à FIFA, a CBF agradeceu o gesto de solidariedade do presidente Gianni Infantino e destacou as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade. Assim, as alterações criam novos mecanismos e formas de combater e erradicar a discriminação no futebol, conforme a confederação.
Pedido formal da CBF por investigação e punição exemplar
Já a UEFA, a CBF solicitou: “investigação minuciosa sobre os atos cometidos contra Vinicius Jr. e que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio”. O trecho consta na carta encaminhada à entidade europeia.
Aliás, a confederação destacou que a UEFA tem sido uma das líderes no combate ao racismo e à discriminação, visto as políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias nas competições, ainda de acordo com o posicionamento oficial.

Prestianni com Vinicius Júnior. Foto: IMAGO/Fio de imprensa ZUMA
Vale lembrar que o caso aconteceu na terça-feira (17), na primeira partida do play-off de acesso às oitavas de final da Champions League. Com isso, após marcar um gol e celebrar, Vinicius Júnior relatou ao árbitro François Letexier ofensas proferidas pelo argentino Gianluca Prestianni, do Benfica.
Protocolo antirracismo e reação nas arquibancadas
Desta forma, diante da denúncia, o árbitro francês ativou o protocolo antirracismo da FIFA. Ou seja, interrompendo momentaneamente o jogo e informando a situação ao estádio. Isto é, procedimento previsto nas normas da entidade.
No entanto, a ativação do protocolo desencadeou outras reações racistas contra Vinicius Júnior. Sendo assim, alguns torcedores presentes no Estádio da Luz ofenderam o atleta, de 25 anos, com reproduções de sons de macaco. Inclusive, atitudes relatadas pela própria competição.




