A janela de transferências de 2026 terminou com cifras históricas, mas também deixou algumas torcidas preocupadas. Entre negócios frustrados, perdas importantes e falta de reposição, Everton, Crystal Palace e Aston Villa aparecem no topo da lista de clubes que mais decepcionaram.
Quais clubes mais decepcionaram no mercado da bola?
Everton: foi o maior fiasco da janela. O clube vendeu Beto e Iliman Ndiaye e viu a negociação por Folarin Balogun desmoronar no último dia, após o atacante realizar exames. O resultado foi um ataque curto e um elenco mais fraco.
Crystal Palace: perdeu Daniel Muñoz e Maxence Lacroix e não encontrou reposições no mesmo nível. Para um time envolvido em competições europeias, a perda de qualidade pesou ainda mais na avaliação do mercado.
Aston Villa: viu sair boa parte da base do time campeão da Europa League, incluindo Morgan Rogers, Ezri Konsa, Youri Tielemans, Ollie Watkins e Emi Martínez. As chegadas não compensaram toda a experiência perdida.
Newcastle: perdeu Bruno Guimarães, Sandro Tonali e Anthony Gordon, além de Eddie Howe. Mesmo gastando para reagir, o clube terminou a janela sem conseguir preservar o nível do elenco anterior.
Monaco: precisava vender para equilibrar as contas, mas as negociações por Lamine Camara e Folarin Balogun fracassaram. O clube ficou com ativos valiosos que pretendia negociar e ainda sob pressão financeira.
Quais outros clubes tiveram uma janela decepcionante?

Bayern de Munique: fez um mercado excessivamente discreto. A falta de reforços de peso gerou críticas justamente em uma temporada na qual o clube precisará de profundidade para competir na Bundesliga e na Champions.
Manchester United: reforçou o meio-campo, mas deixou a lateral esquerda sem solução e outras carências abertas. A disciplina financeira agradou em parte, mas a torcida esperava maior agressividade no fim da janela.
Nottingham Forest: depois de grandes investimentos em períodos anteriores, teve um mercado irregular e sem impacto suficiente para elevar o nível do elenco. A equipe ainda inicia a temporada cercada por dúvidas.
West Ham: as contratações não foram suficientes para corrigir os principais problemas do elenco. Os Hammers terminaram a janela com um plantel curto e poucas soluções novas.
Sunderland: depois de gastar bastante para se estabelecer na Premier League, adotou uma postura muito mais discreta. Com a disputa europeia no calendário, a falta de reforços pode cobrar seu preço ao longo da temporada.
No fim, os dez casos mostram que uma janela movimentada não significa necessariamente um mercado bem-sucedido. Para esses clubes, o problema foi diferente em cada caso, mas o resultado se aproxima: a temporada começa com elencos que, por motivos distintos, parecem menos preparados do que poderiam estar.




