O Hull City foi multado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) por conta de cânticos homofóbicos realizados por torcedores durante a derrota por 4 a 0 para o Chelsea, pela Copa da Inglaterra, em fevereiro. A punição estabelecida foi de £30 mil (cerca de R$ 200 mil), além da obrigação de cumprir um plano de ações definido pela comissão reguladora da competição.
O episódio ocorreu ainda no primeiro tempo da partida. Mesmo após um aviso pelo sistema de som do estádio para que os cânticos fossem interrompidos, a manifestação continuou. Mais tarde, os Tigers informaram que três torcedores haviam sido identificados e posteriormente banidos por pelo menos três anos.
FA responsabiliza Hull City pelo comportamento da torcida
A punição está baseada na Regra E21 da FA, que determina que os clubes devem garantir que seus torcedores não adotem comportamentos ofensivos ou discriminatórios durante as partidas. No caso do Hull City, a acusação foi relacionada especificamente a referências à orientação sexual.
O clube aceitou a punição e reforçou sua política de tolerância zero. Em comunicado, a equipe classificou a linguagem utilizada como ofensiva e inadequada e afirmou que pessoas envolvidas em comportamentos discriminatórios podem sofrer sanções severas, além de consequências legais.
Caso volta aos holofotes antes de novo encontro com Chelsea
A punição foi divulgada justamente às vésperas de um novo encontro entre as equipes na temporada. O Hull visita o Chelsea neste sábado (11), desta vez pela Premier League, em Stamford Bridge. E, inclusive, os Tigers aproveitaram a proximidade do confronto para reforçar o alerta aos seus torcedores.
O episódio não é isolado no futebol inglês. A FA utiliza a Regra E21 para tratar de comportamentos discriminatórios de torcedores e já aplicou sanções a outros times em casos semelhantes. A legislação esportiva inglesa deixa claro que não trata esse tipo de conduta apenas como individual de quem profere os cânticos, mas também como uma questão de responsabilidade das equipes.




