Cristiano Ronaldo rescindiu o contrato com o Manchester United no fim de 2022, após entrar em rota de colisão com Erik ten Hag, então treinador dos Red Devils.
À época, CR7 não participou da pré-temporada por motivos familiares. Na sequência, o técnico deixou o português em muitos jogos na reserva, decisão que acirrou o desgaste entre jogador e treinador.
Agora, Steve McClaren, ex-auxiliar do Manchester United, concedeu uma entrevista ao podcast ‘The Good, The Bad and The Football’, apresentado por Paul Scholes, Nicky Butt e Paddy McGuinness, e revelou bastidores do conflito entre Cristiano Ronaldo e Erik ten Hag.
Tensão se intensificou ao longo da temporada de 2022/23 do Manchester United
A relação conturbada entre Cristiano Ronaldo e Erik ten Hag, no Manchester United, continua a ser um tema de discussão fervorosa na Europa, e segundo McClaren, a tensão entre eles se intensificou ao longo da temporada.
O ponto central era a abordagem tática do treinador holandês, que exigia maior participação defensiva do atacante. Ten Hag queria que Ronaldo fosse o primeiro a pressionar a saída de bola adversária — algo que o português não aceitava plenamente.
“Havia muitas batalhas naquele campo de treino”, afirmou McClaren. “Era sempre: ‘Tudo o que eu quero que faças é isto, isto e isto.’ Essa era a metodologia de Erik: ‘Ronnie, este é o teu trabalho.’”
O ex-auxiliar revelou ainda que tentava intermediar a situação, explicando ao camisa 7 o que o treinador esperava: “Seja o primeiro a pressionar, faça uma corrida, talvez duas, e depois volte para o meio. Se recuperarmos a bola, podemos jogar para você. É tudo o que ele quer.”

Ten Hag e CR7 não se entenderam nos Red Devils – Jan Kruger/Getty Images
Ten Hag e Cristiano Ronaldo sustentaram suas posições e não recuaram
O impasse persistiu porque nenhum dos dois abriu mão de suas convicções. McClaren destacou que o treinador manteve sua filosofia, mesmo diante da pressão por contar com uma das maiores estrelas do futebol mundial.
Assim, Ten Hag manteve-se intransigente: “Era um pouco uma luta, não uma luta física, mas um impasse, e quem iria vencer? Erik manteve-se firme. A maioria dos treinadores se acomodaria nessa situação. Mas ele não”, concluiu Steve McClaren.




