Na última semana, Federico Valverde voltou ao centro das discussões no Real Madrid depois da derrota por 1 a 0 para o Real Betis. O uruguaio começou ao lado de Eduardo Camavinga no meio-campo e não conseguiu exercer a influência esperada.
O resultado naturalmente aumenta o tamanho das cobranças. Até porque, o time havia vencido Espanyol, Real Sociedad e Málaga nas três primeiras rodadas e chegava ao duelo mantendo 100% de aproveitamento. Contra a equipe de Antony, encontrou muito mais dificuldade e acabou castigado pelo gol de Troy Parrott aos 81 minutos.
Valverde precisa ser melhor aproveitado por Mourinho
Entendo as críticas sobre a atuação de Valverde, principalmente porque o uruguaio ocupa uma posição de enorme responsabilidade dentro do time merengue. Quando o time encontra dificuldades para acelerar a circulação ou conectar o meio com o ataque, seu desempenho naturalmente ganha importância.

Mas reduzir os problemas da equipe ao camisa 8 me parece uma leitura simples demais para aquilo que aconteceu, já que o elenco comandado por José Mourinho vem deixando muito espaço no meio e parece ‘desequilibrado’ em alguns momentos.
Ser versátil criou um problema para Valverde
A versatilidade transformou o medalhão em um dos jogadores mais úteis do elenco durante os últimos anos, mas também elevou demais aquilo que se espera dele nas partidas do clube espanhol. Se o Real precisa de intensidade, ele precisa entregar. Se falta proteção, a cobrança chega ao uruguaio. Quando o meio não cria suficientemente, novamente se olha para o camisa 8.
Por fim, acredito que o ideal neste momento, é entender qual função José Mourinho pretende consolidar para Valverde quando Camavinga, Bellingham e Güler também estiverem juntos e mesmo que seja como um volante de ‘contenção’, faltam treinos para que isso fique 100%.




