Vini Jr. se viu envolvido em mais uma polêmica na última semana. Durante o jogo de Benfica x Real Madrid, o atacante brasileiro foi alvo de supostos insultos racistas por parte de Gianluca Prestianni, da equipe portuguesa.
Nesta terça-feira (24), Javier Tebas, presidente de LaLiga, se reuniu com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e comentou sobre o caso do camisa 7 do Real durante uma entrevista para a ESPN.
O mandatário falou sobre as atitudes que a entidade espanhola tomou para blindar os jogadores de possíveis novos insultos. Sem levar o que aconteceu na última partida dos Merengues, Tebas disse que Vini não teve incidentes nos últimos meses.
Javier Tebas exalta medidas de LaLiga
De acordo com o presidente, a LaLiga tem acompanhado de perto todas as situações que envolveram o atacante brasileiro. “Desde que aconteceu com o Vinicius, mudamos de estratégia, evidentemente porque não foi bom o que aconteceu. Na Espanha tivemos quatro condenações de pessoas que insultaram o Vinicius, (condenados) à prisão”, disse ele.

Javier Tebas, presidente de LaLiga, durante evento. (Photo by Arnold Jerocki/Getty Images)
“No caso do Vinicius, fizemos um esquema especial nos estádios para podermos escutar os gritos racistas e denunciá-los, estamos muito em cima. Na Espanha, há pelo menos um ano ou menos, Vinicius não teve problemas com o racismo, são milhares de pessoas nos estádios. Mas conseguimos porque estamos fazendo muitas campanhas, muita conscientização”, destacou.
Vini Jr. já fez 20 denúncias de racismo
Em LaLiga, o atacante expôs diversos casos de racismo. Em 2023, o confronto entre Valencia x Real Madrid foi paralisado após uma parte da torcida rival chamar o brasileiro de “macaco”. No jogo, Vini ainda foi expulso por uma confusão.
De acordo com um levantamento da BBC, em oito anos que está no Real Madrid, o camisa 7 já fez 20 denúncias em que alega ter sido alvo de racismo. A mais recente foi o caso envolvendo Prestianni.
No jogo de ida dos playoffs, durante uma confusão com jogadores do Benfica, o atacante acusou o argentino de ter o chamado de “macaco”, enquanto cobria a boca. A UEFA está investigando o caso.




