O chefe da arbitragem italiana, Gianluca Rocchi, anunciou neste domingo (26) seu afastamento após ser alvo de uma investigação por fraude esportiva conduzida pelo Ministério Público de Milão.
Segundo a agência Reuters, o caso envolve suspeitas de interferência no VAR, além de possível manipulação na designação de árbitros em partidas do Campeonato Italiano.
O caso trouxe à tona o Calciopoli, escândalo que abalou o país há 20 anos, quando houve uma denúncia por escalação de árbitros comprados para apitar jogos de clubes da Série A, como: Juventus, Milan, Fiorentina, Lazio, Reggina e Siena.

Investigação teve início após uma denúncia de um árbitro
A investigação, conforme informações do portal Lance!, teve início após uma denúncia do árbitro Domenico Rocca, insatisfeito com a gestão da Comissão Nacional de Árbitros (CAN).
Rocca citou suas queixas, e uma delas fala sobre o árbitro ter visto em partida entre Udinese e Parma, em março de 2025, Gianluca Rocchi ter batido na janela da cabine do VAR para pressionar uma decisão.
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Além do caso Udinese/Parma, os promotores milaneses investigam um episódio ocorrido em abril de 2025, no San Siro, na véspera do jogo de ida da semifinal da Copa da Itália entre Inter e Milan.
Na situação citada acima, o chefe da arbitragem italiana é acusado de ter manipulado a designação de árbitros, no sentido de favorecer a Inter de Milão no duelo contra o rival.

Partida entre Inter e Milan pelo Campeonato Italiano – Marco Luzzani/Getty Images
Risco de intervenção na arbitragem italiana
Nesse sentido, a Associação Italiana de Árbitros (AIA) vive um período de instabilidade, com o presidente Antonio Zappi suspenso por 13 meses, por suposta pressão para renúncias de árbitros.
Por fim, não é descartada uma intervenção do Comitê Olímpico Italiano (CONI), medida que já ocorreu em 2018, após a primeira das três eliminações consecutivas da Itália em Copas do Mundo.




