De acordo com o ‘Uol Esporte’. Em entrevista coletiva hoje, Carlo Ancelotti foi questionado sobre a possibilidade de Vinicius Junior deixar a Espanha devido aos constantes episódios de racismo. O treinador abordou o assunto, deixando os torcedores curiosos sobre a resposta dada.

No último jogo do Real Madrid contra o Valencia, infelizmente ocorreu mais um caso de racismo, novamente direcionado ao brasileiro Vinicius Junior. O jogador acabou sendo expulso durante a partida, gerando indignação tanto dentro como fora de campo. A La Liga também foi alvo de críticas pela forma como tem lidado com essas situações.

Ancelotti fala sobre o futuro do jogador e se ele pode sair

“Não, acho que não. Vinicius ama o futebol e o Real Madrid. Seu amor pelo Real Madrid é grande, e ele quer fazer carreira neste clube”.

(Photo by Alex Grimm/Getty Images)

(Photo by Alex Grimm/Getty Images)

O técnico pede que insultos não sejam mais normalizados no futebol: “Por que normalizamos insultos no futebol? Disseram que gritavam “tonto”, não “macaco”. E daí? Isso pode ser dito? É intolerável de qualquer maneira, tem que parar. Te chamam de filho da p***, bicha, dizem “Sua mãe vai mo**er. Por quê? Tudo isso é uma grande chance de parar”.

Ancelotti reconheceu a existência do racismo na Espanha e enfatizou a necessidade de mudanças. Ele destacou que o país não é racista, mas há casos de racismo, assim como em outros lugares.

O que mais ele disse

Vini perdeu a esperança? “Não perdeu, não. Vamos ver a punição que ele terá (pela expulsão) e vamos avaliar, dando a ele mais ou menos dias de descanso. Se ele perder dois jogos, vou dar a ele uma semana de férias, para estar pronto contra o Athletic de Bilbao. Se ele perder um jogo, vai jogar em Sevilla”.

Maior exposição de culpados. “É uma das medidas que podem ser tomadas. Em Valência, acho que não vão fazer isso. E se seguirmos essa linha, haverá muitos nomes e sobrenomes. Mas não pode ser a única medida, deixando isso claro”.

Se arrepende de não ter mandado jogadores para os vestiários? “É algo que eu pensei, sim. Perguntei a ele se queria continuar, e o árbitro pediu para ele fazer isso. Então, essa possibilidade acabou aí. Mas é claro que é uma possibilidade. Espero nunca ter que fazer isso, porque não quero. Existe um juiz responsável por tomar essa decisão. Mas é uma possibilidade”.