O futebol europeu funciona por meio de transferências, mas as negociações envolvendo atletas jovens possuem regras para proteger os clubes formadores. Recentemente, um tribunal esportivo definiu as cifras que o Liverpool deve pagar ao Chelsea pela contratação do atacante Rio Ngumoha.
A decisão partiu do Comitê de Compensação do Futebol Profissional, órgão que cuida de disputas financeiras na Inglaterra. Como o jogador tinha 16 anos quando trocou de clube em 2024, as normas exigem que o comprador compense financeiramente a equipe que o treinou.
O montante fixado para a transferência foi de 2,8 milhões de libras, quantia estabelecida para um atleta de base. Esse pagamento é obrigatório e serve para reembolsar os custos que o Chelsea teve com a formação esportiva do jogador durante o período.
Valores e bônus da transferência de Rio Ngumoha
Além do pagamento garantido, o contrato prevê bônus que podem elevar o custo total para 6,8 milhões de libras. Esses números dependem de metas, como convocações para a seleção da Inglaterra e o número de partidas disputadas na equipe principal do clube.
Outro ponto da decisão é a cláusula que garante ao Chelsea uma parte dos ganhos em negociações. Se o Liverpool vender o atacante para outra equipe, o clube de Londres terá o direito de receber 20% do lucro que for obtido na venda.

Comitê define valores de transferência de Rio Ngumoha entre Chelsea e Liverpool. (Foto de Ryan PierseGetty Images)
A apuração deste caso foi realizada originalmente pelo jornalista David Ornstein, do portal The Athletic, e confirmada por outros veículos. O episódio é um exemplo de como funcionam as taxas de preparação dentro do cenário do futebol profissional atual.
O sucesso da jovem promessa no Liverpool
Rio Ngumoha atingiu recordes no Liverpool e marcou gols em suas primeiras participações. Aos 17 anos, ele é tratado como uma opção para o elenco comandado pelo técnico Arne Slot, justificando a atenção dada ao processo de sua transferência entre clubes.

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As regras da FIFA e da Premier League buscam manter o equilíbrio no mercado e valorizar o trabalho das academias. Sem esse sistema, os clubes formadores perderiam atletas sem receber uma contrapartida pelo investimento realizado ao longo dos anos de formação.




