Rayan se tornou o maior exemplo de sucesso no futebol mundial em 2026. O jovem atacante, que deixou o Vasco da Gama no início do ano, já é avaliado em cerca de R$ 600 milhões. O salto de valor aconteceu dentro da rede multiclubes comandada por Bill Foley, dono do Bournemouth.
A transferência para o clube inglês foi o primeiro passo de um plano bem definido. O Bournemouth pagou aproximadamente € 35 milhões (R$ 218 milhões na cotação da época) ao Vasco. Quatro meses depois, o mercado já projeta que o jogador pode ser vendido por valores próximos a €100 milhões (R$ 600 milhões).
O clube inglês oferece visibilidade global da Premier League sem a pressão diária de um gigante. Rayan recebeu minutos de qualidade desde a chegada e já mostrou evolução técnica e física. O técnico Andoni Iraola valoriza jovens e dá espaço para adaptação gradual.
Como funciona o modelo multiclubes de Bill Foley e John Textor?
Diferente de clubes que compram promessas apenas para o banco, o Bournemouth usa o modelo de “trading inteligente”: compra jovem, desenvolve com minutos reais e multiplica o valor de mercado.
A Eagle Football Holdings, com participação de Foley, controla uma rede que inclui Bournemouth (Premier League), Lorient (França), Moreirense (Portugal) e o próprio Vasco da Gama. O sistema permite que o talento circule entre os clubes com controle total do passe.
Bill Foley transformou Rayan de R$ 218 mi para R$ 600 mi em 4 meses. O modelo multiclubes da Eagle Football é o futuro do futebol brasileiro?
Bill Foley transformou Rayan de R$ 218 mi para R$ 600 mi em 4 meses. O modelo multiclubes da Eagle Football é o futuro do futebol brasileiro?
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Se necessário, Rayan poderia ganhar rodagem extra em Lorient ou Moreirense antes de voltar ao Bournemouth com mais experiência. Essa estratégia reduz risco de desvalorização e aumenta o controle sobre o ativo.
Qual o impacto da valorização de Rayan para o Vasco da Gama?

Rayan atinge valor de R$ 600 milhões e consagra o plano de Bill Foley no mercado europeu. (Foto de Wagner Meier/Getty Images)
Bill Foley, em entrevista ao The Athletic, explicou a filosofia do modelo multiclubes: “É realmente para controlar nosso destino; desenvolver jogadores em outros locais e comprar clubes que tenham grandes academias que estão desenvolvendo seus próprios jogadores.”
O clube carioca recebeu um aporte importante de caixa e manteve porcentagem de futura venda, garantindo receita adicional. Com o dinheiro, o Vasco pode reforçar a base e buscar novas joias. Essa operação mostra o novo padrão do futebol brasileiro: vender promessas para a Europa com valorização rápida dentro de uma rede estruturada, em vez de perdê-las por preço baixo.

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