Carlo Ancelotti deixou claro que a Seleção Brasileira entraria em um processo de renovação depois da Copa do Mundo e sua primeira convocação do novo ciclo confirmou essa ideia. Nesta quarta-feira (9), o treinador anunciou os 26 jogadores que participarão dos amistosos contra Austrália e Índia, apresentando uma relação bastante diferente daquela que disputou o Mundial. A intenção é começar desde já a construção do grupo que poderá chegar à Copa de 2030.
A dimensão da mudança aparece principalmente quando a nova relação é comparada com a equipe que disputou a última Copa. Apenas nove jogadores presentes no Mundial voltaram a ser chamados: Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo Santos, Bruno Guimarães, Endrick, Raphinha, Rayan e Vinícius Júnior. É uma reformulação significativa e mostra que o italiano não pretende simplesmente manter a mesma base durante os próximos quatro anos.
Lista de Ancelotti tem muitas novidades
No gol, a renovação é completa. Hugo Souza, do Corinthians, Pedro Morisco, do Coritiba, e Otávio, do Cruzeiro, foram os escolhidos. Nenhum dos três esteve na última Copa, enquanto jogadores mais experientes deixaram de aparecer. A decisão transforma uma posição que durante anos contou com nomes bastante consolidados e abre uma disputa que pode ser importante durante todo o caminho até o próximo Mundial.

A defesa também recebeu caras diferentes. Arthur Dias, Gabriel Magalhães, Jair, Matheuzinho, Mauro Júnior, Vitor Reis, Wesley, Marquinhos e Douglas Santos formam o grupo chamado pelo treinador. A presença de atletas mais jovens reforça uma ideia que Ancelotti já havia apresentado publicamente: observar jogadores com potencial para crescer durante os próximos anos sem abandonar completamente algumas referências mais experientes.
Meio-campo também passa por transformação
No meio, Andrey Santos, Gabriel Bontempo, Douglas Luiz, Breno Bidon, Bruno Guimarães e Danilo Santos foram convocados. Bidon aparece como uma das grandes novidades e terá sua primeira oportunidade na equipe principal, enquanto Bontempo também ganha espaço nessa reformulação. A ausência de Casemiro é outro sinal importante, já que abre caminho para uma nova configuração em um setor no qual o veterano foi referência durante muitos anos.
O ataque, por outro lado, mistura jogadores consolidados com nomes que ainda buscam conquistar seu espaço. Vinícius Júnior, Estêvão, Pedro, João Pedro, Raphinha, Endrick e Rayan completam a relação. Nesse setor, o técnico mantém algumas de suas principais referências ofensivas, mas também oferece oportunidades para atletas que podem ganhar importância ao longo do novo ciclo. A presença de Estêvão e Endrick reforça especialmente a aposta em talentos com margem de evolução até 2030.
Neymar, Casemiro e outros veteranos ficam fora
As ausências ajudam a explicar ainda melhor o tamanho da transformação. Neymar, Casemiro, Danilo, Alex Sandro e Weverton, todos presentes na Copa e com longa trajetória pela equipe nacional, não aparecem na primeira relação depois do Mundial. Marquinhos, aos 32 anos, permanece como uma das referências mais experientes, mas o restante da lista mostra uma tentativa evidente de diminuir a idade do grupo e encontrar novos protagonistas.
Agora, Ancelotti terá três partidas para começar a observar como essas escolhas funcionam dentro de campo. O Brasil enfrenta a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, respectivamente, antes de encarar a Índia em 3 de outubro, em Calcutá. Mais do que os resultados desses amistosos, os jogos representam os primeiros passos de uma caminhada longa: depois da decepção na última Copa, a Seleção começa oficialmente a procurar a geração que tentará recolocar o país na disputa pelo título mundial em 2030.




