Acabou o sonho de ver o Brasil levantar a taça mais uma vez. Acabou a esperança de quem acreditou até o último minuto. E da pior forma possível: eliminado pela Noruega. Sim, é um vexame. E por mais que doa escrever isso, é a verdade.
O mais triste é que essa eliminação não surpreende. Ela foi construída aos poucos. Nas escolhas erradas. Na teimosia. Na insistência em jogadores que não viviam o melhor momento. Até um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol erra. E, desta vez, errou quando mais importava.
Dentro de campo, faltou personalidade. O protagonista da Seleção, Vinicius Junior, não bateu o pênalti decisivo. Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança. Endrick teve a chance e não conseguiu aproveitar. Em Copa do Mundo, oportunidades perdidas custam sonhos.
E o pior é perceber que isso virou rotina. Desde o pentacampeonato, em 2002, o Brasil não consegue eliminar uma seleção europeia no mata-mata. França. Holanda. Alemanha. Bélgica. Croácia. E agora, Noruega. Seis eliminações consecutivas. Seis feridas abertas.
Nós, torcedores, sempre fazemos a nossa parte. Acreditamos quando ninguém acredita. Vestimos a camisa, defendemos a Seleção, contamos os dias para a Copa e sonhamos com o hexa. Mas só a nossa fé não basta.
Está na hora de entender que cinco estrelas no peito não ganham jogos. História não entra em campo. Tradição não faz gols. Copa do Mundo se vence com coragem, personalidade, planejamento e futebol.
Hoje fica a dor. Fica o silêncio. Até 2030.




