Francisco Neto elogiou muito a exibição de Portugal

Terminado o emocionante duelo entre Portugal e Itália, com o empate a um golo, Francisco Neto, treinador da Seleção Feminina de Portugal, dedicou a exibição, de muita raça, coragem e , ao futebolista que partiu na semana passada, deixando um país inteiro de coração apertado e lágrimas nos olhos. “Diria que foi um jogo à Diogo Jota: sempre a acreditar, sempre ligado. Esta exibição é para ele e para a família dele“, declarou o selecionador nacional.

Francisco Neto não se moderou nos elogios à Seleção e, diga-se, com muitos e bons motivos: “Estou muito orgulhoso do que as jogadoras fizeram. Voltámos a ser a equipa que queremos, voltámos a ser Portugal. Conseguimos ter posse de bola, pressionar alto, conquistar bolas no meio-campo adversário e criar ocasiões de golo.”

O treinador prosseguiu na análise: “A mentalidade e a vontade de vencer foram incríveis. Sofremos um golo num ambiente pesado, tendo em conta os últimos resultados, mas a equipa teve a capacidade de acreditar e reagir. Fomos ao VAR, festejámos, anulou-se o golo e voltámos ao ataque. Só consegue, quem tem esta vontade e crença. “

Francisco Neto admitiu numa aposta no regresso às origens

Solicitado a ir mais além na apreciação do encontro, Francisco Neto partilhou: “Sabemos onde a Itália se sente confortável e, estrategicamente, era importante. É algo que temos vindo a trabalhar há oito anos. Nas dúvidas que estávamos a ter, optámos por voltar às origens e acertámos. Estas jogadoras acreditam muito e, hoje, se houvesse um vencedor, só podia ser Portugal.”

Quanto à lesão sofrida por Joana Marchão, Francisco Neto esclareceu a situação da atleta e também a elogiou: “Teve uma cãibra. Ajudou muito a equipa e fez um jogo muito importante.”

Bélgica, ausência da capitã
e a entrada de Encarnação

Relativamente ao jogo com a Bélgica, determinante, e sobre o facto de Portugal não depender só de si, Francisco Neto afirmou: “A Bélgica [já eliminada] vai estar mais descontraída e não sabemos se vai apresentar o mesmo onze ou se outras jogadoras terão oportunidades. Não dependemos só de nós, precisamos que a Espanha faça o que sabe fazer. Acreditamos muito que a Espanha vai fazer o seu papel e nós temos de fazer o nosso.”

Quanto à expulsão de Ana Borges, o selecionador comentou: “É uma das capitãs e a jogadora mais experiente. Acho o segundo amarelo é injusto, foi um encosto natural, mas não vou comentar a arbitragem. Vamos fazer tudo para que a Ana [Borges] volte a jogar neste Europeu.”

Relativamente à entrada de Telma Encarnação, questionado se poderia ter sido aposta mais cedo no jogo e, eventualmente, contribuir para a vitória em vez do empate, Francisco Neto esclareceu: “Dá muito na área, mas também nos retira processos defensivos. As nossas avançadas estavam a fazer o que queríamos. Talvez tenha faltado um pouco mais nas diagonais. Temos muita gente cansada, mas um grupo muito disponível e com a crença de que é possível.”