A Arábia Saudita vive um momento de tensão em meio aos conflitos no Oriente Médio. Diante desse cenário, a saída de atletas da Saudi Pro League passou a ser especulada, como no caso de Malcom, que teve o nome ligado ao Corinthians. No entanto, segundo Bruno Andrade, da ESPN, o atacante não negocia a rescisão com o Al-Hilal, o que torna um retorno distante neste momento.
De acordo com o jornalista, Malcom e sua família demonstraram preocupação com a segurança e buscaram orientação junto ao seu staff sobre a possibilidade de deixar o país. A dúvida girava em torno de uma eventual saída temporária para o Brasil para se proteger. Após análise, a recomendação foi pela permanência na Arábia Saudita.
O principal motivo é contratual. Não há brecha jurídica, e a Saudi Pro League segue normalmente, sem paralisação. Assim, o jogador mantém suas obrigações com o clube, treinando e atuando regularmente. Situação semelhante ocorre com Cristiano Ronaldo, que permanece no Al-Nassr em meio ao mesmo contexto.
Atacante negocia renovação de contrato
Malcom, inclusive, está satisfeito no Al-Hilal e, antes mesmo dos conflitos, negociava uma renovação contratual com o clube, segundo a ESPN. As conversas vinham evoluindo de forma positiva para ampliar o vínculo atual, que é válido até junho de 2027.
Aos 29 anos, o ponta vive bom momento na carreira e está avaliado em 20 milhões de euros (R$ 121 milhões na cotação atual) segundo o site Transfermarkt. Desde que chegou ao clube saudita em 2023, após deixar o Zenit, tornou-se peça importante no elenco.
Na atual temporada, soma 28 jogos, com oito gols e dez assistências, sendo um dos protagonistas da equipe comandada por Simone Inzaghi. No elenco, atua ao lado de outros brasileiros, como Marcos Leonardo, centroavante de destaque no time saudita.
Qual o próximo jogo do Al-Hilal?
O Campeonato Saudita segue rolando normalmente, ao contrário do futebol no Catar, que foi paralisado por conta dos conflitos. Nesse cenário, o Al-Hilal entra em campo nesta sexta-feira (06), às 16h (horário de Brasília), para enfrentar o Al-Najma.
