O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, afirmou que não considera apropriada uma eventual repescagem da Seleção Italiana para a Copa do Mundo de 2026, conforme O Jogo. A declaração foi feita após uma sugestão envolvendo a alteração na lista de participantes do torneio. “Não é apropriado. A qualificação deve ser conquistada em campo”, garantiu.

A fala ocorreu nesta quinta-feira (23) durante uma cerimônia no Palácio do Quirinal, em Roma. Vale lembrar que a proposta partiu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em seguida, foi levada por Paolo Zampolli ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Mas, para realizar esse movimento teria que excluir o Irã da competição.

O regulamento da FIFA estabelece que, em caso de desistência de uma seleção classificada, a entidade tem liberdade para designar uma substituta. No entanto, não há confirmação de qualquer mudança até o momento, ainda de acordo com O Jogo.

A Itália deveria ter outra chance de disputar a Copa do Mundo?

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Irã garante vaga e proposta de repescagem gera debate na FIFA

Inclusive, a Seleção do Irã garantiu sua classificação direta para o Mundial, ao vencer o seu grupo nas eliminatórias. Portanto, a vaga foi conquistada dentro dos critérios esportivos estabelecidos pela competição, reforçando o argumento apresentado por Andrea Abodi.

Do outro lado, a Itália não conseguiu assegurar sua vaga, sendo eliminada pela Bósnia no play-off de qualificação. Por sua vez, esse resultado mantém a sequência recente de ausências da Seleção Italiana em fases finais da competição.

Jogadores da Itália posam antes da partida dos play-offs das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA 2026. Foto: Marco Luzzani/Getty Images

Aliás, a ausência no torneio marca a quinta vez que a Itália ficará fora de uma fase final de Copa do Mundo, sendo a terceira consecutiva. O dado amplia a discussão sobre o momento esportivo recente da equipe no cenário internacional.

Histórico da Itália contrasta com nova ausência na Copa

A Seleção Italiana possui quatro títulos mundiais, conquistados em 1934, 1938, 1982 e 2006, além de vice-campeonatos em 1970 e 1994. O histórico coloca a equipe entre as mais tradicionais. Porém, contrasta com o desempenho recente.

Sendo assim, o posicionamento de Andrea Abodi reforça uma linha institucional contrária a qualquer tipo de inclusão fora dos critérios esportivos. A declaração responde diretamente às articulações políticas e institucionais, enquanto o debate sobre critérios de classificação segue presente no cenário do futebol.