Traçar um perfil único dos técnicos campeões da Copa do Mundo não é o caminho, pois é fácil perceber estilos, modos de comando e idades das mais variadas.

Dessa maneira, o que podemos afirmar é que esse é um universo bem exclusivo, que conta com um único técnico bicampeão mundial, o italiano Vittorio Pozzo, uma das figuras mais influentes do futebol europeu na década de 1930.

Ex-jogador, oficial do exército italiano e jornalista, Pozzo, por muito tempo acompanhou o dia a dia da Seleção Italiana ‘de fora’, antes de conquistar as Copas de 1934 e 38.

Ou seja, a segunda e a terceira Copa, e quase cem anos se passaram e nenhum técnico teve a glória de conquistar novamente duas ou mais Copas do Mundo.

Qual o perfil ideal para um técnico campeão do mundo?

Qual o perfil ideal para um técnico campeão do mundo?

Motivador
Estrategista
Nenhum dos dois

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O perfil dos técnicos campeões da Copa

Em um levantamento das Copas mais recentes, por exemplo, de 1970 para cá, temos técnicos jovens, quando das conquistas: Zagallo tinha apenas 38 anos quando o Brasil foi tricampeão; Lionel Scaloni, da Argentina, em 2022 tinha 44 anos.

De maneira contrária, Enzo Bearzot tinha 55 anos quando a Itália venceu em 82; Felipão 54 com a Seleção Brasileira de 2002; Vicente del Bosque levou a Espanha ao seu único título mundial com 60 anos.

Franz Beckenbauer em evento da Copa do Mundo de 2010 – Martin Rose/Getty Images for Adidas

Alberto Suppici tinha 31 anos quando comandou a Seleção Uruguaia na conquista do título mundial de 1930, sendo assim o mais jovem técnico campeão. No outro extremo, Del Bosque foi o mais velho.

Técnicos estrategistas e técnicos motivacionais

Pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari é considerado um líder nato, de estilo ao mesmo tempo durão e carismático, mas acima de tudo, por ser um técnico motivacional.

Por outro lado, Franz Beckenbauer (falecido em 2024), campeão com a Alemanha em 1990, tinha um estilo mais estrategista. Como jogador é creditado como um dos pioneiros na posição de líbero – o ‘kaiser’ também levantou a taça de campeão do mundo, como atleta, em 1974.

Em resumo, os grandes técnicos campeões da Copa do Mundo mostram que não há perfil ‘fechado’ de técnico, e sim a competência como traço essencial para ser um vencedor.