As discussões entre companheiros de equipe nem sempre ficam restritas apenas às palavras. O levantamento do Diario AS reúne episódios em que jogadores chegaram às agressões físicas em diferentes contextos. As ocorrências mostram como os conflitos internos intensos vão de expulsões até punições financeiras e impactos diretos nos elencos.
Um dos episódios citados envolve Luis Enrique e Marc Overmars durante um treino do Barcelona em 2003. Em um lance, Overmars fez uma entrada dura, o que provocou reação imediata de Luis Enrique. Na sequência, o desentendimento evoluiu para um confronto físico.
Outro caso marcante ocorreu em 2005, entre Kieron Dyer e Lee Bowyer durante partida do Newcastle United e Aston Villa. No momento em que a equipe avançava, o jogo foi interrompido porque os dois passaram a trocar agressões diante de 50 mil torcedores. Ambos foram expulsos e, posteriormente, punidos com multa de £210 mil, cerca de R$ 1,3 milhão. O episódio é um dos mais lembrados.
Treinos e bastidores concentram episódios recorrentes de conflito no futebol
Situações de tensão também apareceram em ambientes de preparação. Em 2005, Carles Puyol e Vicente Rodríguez se envolveram em uma briga durante treino da Seleção Espanhola. Após uma entrada pela lateral acompanhada de um cotovelo, Vicente reagiu imediatamente ao lance. Os dois trocaram empurrões e agressões até serem contidos por companheiros e pelo técnico.
Brigas entre companheiros de time deveriam resultar em punições mais severas?
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Em 2006, Thomas Gravesen e Robinho protagonizaram um confronto durante treino do Real Madrid. Após uma disputa mais dura, Gravesen desferiu um soco no atacante brasileiro, dando início a uma troca de agressões. Os companheiros interviram, e o técnico Fabio Capello determinou a expulsão do treino como medida disciplinar.
Já Freddie Ljungberg perdeu o controle após um lance de calcanhar sobre Olof Mellberg durante a preparação da Suécia para a Copa de 2006. O atleta chegou a perseguir o companheiro em campo após o desentendimento. Em 2007, Marcos Senna respondeu de forma violenta a uma entrada de Diego Forlán, que já vinha precedida por outras divididas duras, e os dois trocaram socos em treino do Villarreal.
Casos mais graves das brigas envolveram lesões, multas e repercussões internas
Além disso, entre os episódios mais graves está o de Joey Barton e Ousmane Dabo no Manchester City, em 2007. Durante um treino, Barton se desentendeu com o companheiro e partiu para agressões que o deixaram inconsciente ainda em campo. Dabo precisou ser encaminhado ao hospital com contusões na cabeça e desprendimento de retina. A repercussão foi além do ambiente esportivo.
Na sequência, em 2008, Gustavo Munúa agrediu Dudu Aouate no Deportivo La Coruña, causando um corte que exigiu oito pontos após sangramento no olho esquerdo. Em 2011, Kolo Touré e Emmanuel Adebayor brigaram em treino do Manchester City e precisaram ser separados por companheiros.
Em 2012, Franck Ribéry e Arjen Robben discutiram no vestiário durante partida da Champions League após divergência sobre quem cobraria uma falta, que acabou sendo batida por Kroos. O francês foi multado em €50 mil, aproximadamente R$ 270 mil. Por fim, em 2015, Jérôme Boateng e Robert Lewandowski trocaram agressões em treino do Bayern de Munique após uma entrada forte, sendo contidos.
