A última final de Copa do Mundo deve “ferver” a cabeça não apenas dos argentinos. Se realmente viu aquela decisão, Ancelotti deve ter se espantado com o domínio espanhol durante os 120 minutos. Acuado e sem conseguir incomodar, os “hermanos” foram facilmente envolvidos pelos europeus.
E se realmente o italiano viu aquele jogo, deveria ficar admirado com um meio composta por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo. Longe de serem geniais, mas praticamente craques, conseguiram mostrar uma dinâmica, imposição e controle que dificilmente se vê em uma decisão de mundial.
Partindo para um exercício de comparação, o treinador da seleção brasileira não deve ter ficado animado. Enquanto os espanhóis entregam força, combatividade e qualidade, um meio brasileiro apenas com o já experiente Casemiro e o solitário Bruno Guimarães, passou longe de assustar os vikings nas oitavas.
Ancelotti deveria esquecer o escudo e pensar no campo
E se realmente Ancelotti viu aquela decisão e pretende mudar, deveria desde já pensar no meio. Às vésperas da primeira convocação para os amistosos do final deste mês, existe a expectativa de que o italiano traga caras novas, iniciando um processo natural de renovação.
Vivendo em um modo “low profile” – termo para pessoas que são reservadas e quase anônimas nas redes -, André brilha na Segunda Divisão da Inglaterra. Segundo dados do Data Fut, que é um perfil especializado em números, o ex-Fluminense deu duas assistências em 5 partidas pelo Wolves na Championship.
Mesmo estando em uma divisão inferior, o volante de apenas 25 anos mostra algo que a seleção brasileira necessita, que é justamente uma entrega, dinâmica e capacidade de ditar o ritmo. Se o efeito “camisa” não for levado em conta, ele deve pelo menos ser levado em consideração neste início de ciclo.
Saudosismo pesa e a realidade bate na porta
Olhando para o mercado mundial, não há tantos brasileiros brilhando em gigantes da Europa. Sim, eu sei, o saudosismo pega pesado e as comparações com outros tempos acontecem de forma natural. Entretanto, a realidade atual é completamente distinta e admitir isso é o primeiro sinal de evolução.
A própria seleção espanhola, por exemplo, utilizou e ainda utiliza a base de jogadores da Real Sociedad. Em um presente complicado, Ancelotti deveria se agarrar a uma ideia de jogo, em um coletivo forte e respaldado por fôlego, sem se agarrar ao passado. Mas isso só vale se ele realmente viu a final da Copa.




