A contratação de Rodri pelo Barcelona naturalmente criou uma expectativa diferente. Não estamos falando de um jogador chegando ao futebol europeu para ser desenvolvido, mas de um meio-campista de 30 anos, vencedor da Bola de Ouro e eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026.
Vale lembrar que o Barça pagou 75 milhões de euros ao Manchester City para adicioná-lo a um setor que já possuía enorme qualidade. Por isso, talvez exista uma tentação de esperar impacto imediato. O começo dele, entretanto, precisa ser analisado de outra maneira.
Hansi Flick optou por introduzir o espanhol gradualmente depois de sua chegada, e seus primeiros jogos representam mais um processo de adaptação do que uma demonstração definitiva daquilo que poderá entregar, já que isso demanda tempo.

Flick não teve pressa com Rodri
Rodri sequer participou da estreia do Barcelona na LaLiga. O volante havia chegado recentemente ao clube e Flick preferiu conceder tempo para que recuperasse ritmo depois do procedimento realizado nas costas após a Copa do Mundo.
A estreia aconteceu diante do Athletic Club. Rodri entrou durante o segundo tempo da vitória por 2 a 0 e disputou seus primeiros minutos com a camisa blaugrana. Dias depois, recebeu mais 26 minutos na goleada por 5 a 2 sobre o Rayo Vallecano.
O processo avançou neste domingo. Contra o Valencia, Flick finalmente colocou Rodri entre os titulares, formando o meio-campo ao lado de Pedri e Fermín López.
Rodri não precisa transformar completamente o Barcelona
Rodri não chegou para corrigir um meio-campo problemático. Pelo contrário. O Barcelona já possui jogadores como Pedri, Dani Olmo, Fermín López, Frenkie de Jong e Gavi, além de outras alternativas.
O próprio espanhol reconheceu durante sua apresentação que estava chegando a um meio-campo espetacular. Isso muda completamente sua missão. Ele não precisa salvar o setor. Precisa acrescentar características que podem tornar um meio-campo já muito forte ainda mais completo e fazer o que já fazia com o camisa 8 na Espanha.




