Existe uma frase antiga no futebol que quase sempre faz sentido em Copa do Mundo: “final não se joga, se ganha”. E olhando para as últimas decisões do torneio, fica difícil discordar. Nos últimos anos, praticamente todas as finais foram decididas nos detalhes, muitas vezes na prorrogação ou nos pênaltis.
A exceção mais recente foi a Copa do Mundo de 2018. A França chegou muito forte naquela decisão e venceu a Croácia por 4 a 2 sem precisar passar pelo drama de uma prorrogação. Fora isso, as outras finais recentes tiveram muito equilíbrio, tensão e emoção até os últimos minutos.
Em 2006, por exemplo, a Itália venceu a França nos pênaltis depois de uma final extremamente nervosa. A expulsão de Zidane acabou mudando completamente o clima do jogo. A França perdeu seu principal jogador no momento mais importante da partida e sentiu o golpe.
Argentina, Alemanha e Espanha são exemplos
Em 2010, Espanha e Holanda fizeram uma final equilibrada. O gol do título saiu apenas na prorrogação, quando Iniesta apareceu para marcar faltando poucos minutos para o fim.
Quatro anos depois, a história se repetiu. Alemanha e Argentina fizeram uma decisão muito intensa no Maracanã. A seleção alemã suportou melhor a pressão e encontrou o gol do título apenas na prorrogação, com Mario Götze marcando já na reta final da partida.
A final de 2022 talvez tenha sido a maior prova de como o lado emocional pesa numa Copa do Mundo. Argentina e França fizeram um jogo histórico, empatado em 3 a 3. Nos pênaltis, a Argentina conseguiu manter mais calma para conquistar o título e coroar Lionel Messi campeão do mundo.

Seleção Argentina comemorando título da Copa do Mundo de 2022. Foto: Dan Mullan/Getty Images
O emocional pode decidir uma Copa do Mundo
Além da parte técnica e física, as finais de Copa quase sempre são marcadas pelo aspecto emocional. Em 1998, por exemplo, muita gente acredita que a situação envolvendo Ronaldo Fenômeno antes da decisão afetou emocionalmente a seleção brasileira na derrota para a França. Já em 1994, o Brasil precisou suportar uma pressão enorme para vencer a Itália nos pênaltis.
No fim das contas, grandes finais costumam ser decididas pela equipe que consegue manter a cabeça no lugar. Talento é importante, mas em jogos tão equilibrados o emocional pesa demais. O apoio da torcida também faz diferença. A França foi campeã em casa em 1998, enquanto a Argentina praticamente transformou o Catar em território argentino em 2022. Em Copa do Mundo, muitas vezes vence quem consegue lidar melhor com a pressão do momento.




