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Copa do Mundo

Preparação física de elite: como as seleções se adaptam à Copa de 2026

A preparação física pode ser o grande diferencial na Copa de 2026, marcada por viagens longas e alto desgaste; competição acontece entre 48 seleções e em três países

Seleções precisarão de uma preparação física intensa. Kevork Djansezian/Getty Images.
Seleções precisarão de uma preparação física intensa. Kevork Djansezian/Getty Images.

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções, sendo disputada em três países: Estados Unidos, Canadá e México. As distâncias vão exigir algo que os melhores atletas já estão buscando: uma preparação física de elite.

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Agora, o desafio não é apenas vencer o adversário, mas também sobreviver ao calendário agitado, às distâncias e, principalmente, as variações extremas de clima e altitude.

É por isso que a Copa do Mundo, que pode ter a surpresa de algumas zebras, não exigirá apenas um bom futebol, mas sim um nível de preparação física nunca visto antes.

Copa de 2026 exige planejamento das seleções

Com os grupos já definidos, as seleções já sabem que, além de jogos desafiadores, também terão que enfrentar longas viagens para cumprir essa logística continental.

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Cabeça de chave do Grupo C, sediado na costa leste, a Seleção Brasileira vai atuar em Nova York, Filadélfia e Miami, com mais 1.760,6 km de percurso. O Haiti é o campeão de distâncias do bloco, tendo que percorrer 2.030 km.

O Brasil já pode chegar mais fadigado para fases posteriores. Afinal, viajará o dobro da Argentina, com 742 km, ou até mesmo o triplo que a França, com 537,5 km, na primeira fase.

Estêvão e João Pedro comemoram gol pela Seleção Brasileira

Estêvão e João Pedro comemoram gol pela Seleção Brasileira (Ruano Carneiro/Getty Images)

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Por que a preparação física de elite vai ser tão importante?

Com deslocamentos tão longos, a diferença estará na capacidade das seleções de recuperar o elenco entre um jogo e outro, além da pressão psicológica. Na preparação física, a palavra da vez é: controle de carga. Agora, não é mais só um detalhe para a comissão técnica, mas sim estratégia.

Para isso, a tecnologia vira uma aliada. As comissões vão ter que se aprofundar em dados de GPS, sprints, frequência cardíaca e até mesmo na qualidade de sono dos atletas, para definir quem pode atuar e quem deve ser poupado.

Rotação de elenco também pode pesar aos favoritos

A rotação de elenco também será outro ponto fundamental. O foco não será apenas a resistência dentro de campo, mas também a capacidade de cada seleção de manter o nível competitivo, mesmo com mudanças nas escalações.

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Os times que equilibrarem estratégia, intensidade e recuperação têm grandes chances de chegar no mata-mata ainda em alto nível e um grande grau de favoritismo.

Para a Copa de 2026, só o talento já não é mais suficiente. Mas o grande diferencial pode surgir da capacidade de manter a intensidade quando o desgaste aparecer. O campeão pode ser definido não só pelo jogo dentro de campo, mas também por sua preparação física.

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