Os clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram, em reunião com a CBF nesta segunda (21), uma diminuição gradual no limite de estrangeiros para os próximos quatro anos. Com o objetivo de dar mais espaço para os jovens e potencializar a seleção brasileira, a ideia tende a alterar a dinâmica do mercado.
Isso porque a medida coloca um freio no investimento em reforços sul-americanos, justamente após a edição de 2026 alcançar a marca histórica de até 172 gringos inscritos na elite nacional, turbinada por contratações que chegam a custar o dobro de um atleta brasileiro.
De acordo com um levantamento do Somos Fanáticos, os duas principais divisões do Brasileirão sofrerão um grande impacto na capacidade de relacionados por jogo, em uma redução total acumulada de 44,44% até 2030.
Entendo o provável “sumiço” de gringos até 2030
O cronograma aprovado estabelece um corte escalonado de uma vaga por ano a partir do limite atual de nove atletas. A teto passará para 8 em 2027 (sendo -11,11%). Ao longos dos anos, a queda será acentuada em: 7 atleta em 2028 (-12,50%), 6 em 2029 (-14,28%) e, finalmente, cinco em 2030 (-16,66%).
A transição suave visa proteger o planejamento financeiro e respeitar a vigência dos contratos ativos. Embora a maioria dos dirigentes tenha chancelado a iniciativa da entidade, a aprovação não foi unânime nos bastidores da votação.
Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra a mudança nas regras de utilização de gringos, apontando divergências quanto às diretrizes de montagem e competitividade. Atualmente, o Rubro-Negro tem 10 estrangeiro, enquanto o Bahia possui 9. Curiosamente, o Londrina não tem atletas internacionais.
CBF argumenta sobre mudança nos próximos anos no Brasileirão
A CBF justificou a urgência da medida mostrando que as oportunidades para revelações despencaram desde 2023, quando o limite foi elevado para 7 atletas. A ocupação do espaço por profissionais experientes vindo de fora acabou sufocando a minutagem de garotos.
Outro diagnóstico da entidade diz respeito ao envelhecimento médio do futebol brasileiro, atualmente fixado em 28,5 anos. O índice supera marcas de grandes ligas da Europa, como Espanha (27), Itália (26,1) e França (26), gerando uma perceptível perda de intensidade física.
Para complementar, a CBF instituiu cotas obrigatórias para atletas com até 23 anos já a partir de 2027. Os clube poderão inscrever 50 nomes na Série A, com exigência mínima de 20 jovens em 2027, até atingir uma divisão equilibrada de 25 profissionais experientes e 25 garotos da base no final de 2030.




