A negociação por Thiago Almada se transformou no principal movimento do Flamengo nesta janela de transferências e uma verdadeira novela. Desde o início das conversas, o clube direcionou grande parte dos esforços para convencer o meia argentino a vestir a camisa rubro-negra, apostando em um investimento elevado e em condições consideradas competitivas para superar a concorrência.
A proposta rubro-negra gira entre 25 e 30 milhões de euros, com as informações mais recentes indicando uma oferta de 25 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos, equivalente a aproximadamente R$ 160 milhões. O valor supera a investida do River Plate, que ofereceu cerca de 20 milhões de euros por 50% do jogador.
Flamengo apostou alto para fechar a contratação
Além da proposta financeira superior, a diretoria rubro-negra buscou fortalecer a negociação oferecendo condições consideradas mais atrativas ao Atlético de Madrid, como pagamento em menos parcelas e garantias bancárias. Nos bastidores, José Boto conduziu as conversas após receber o aval do presidente Bap para aumentar o investimento, enquanto o clube também chegou a um entendimento com o estafe do jogador, restando o acordo definitivo com o clube espanhol.
Essa estratégia mostra o tamanho da prioridade dada ao argentino. O Flamengo enxergou em Almada o perfil ideal para atuar no sistema de Leonardo Jardim, agregando mobilidade, criatividade e intensidade ao setor ofensivo ao lado de nomes como Arrascaeta e Lucas Paquetá. Por isso, outras movimentações da janela acabaram ficando em segundo plano enquanto a negociação avançava.
Revés pode obrigar mudança rápida no planejamento
Caso a transferência não seja concretizada, o impacto será sentido principalmente no planejamento esportivo. A proximidade do fechamento da janela e dos prazos de inscrição para a Libertadores reduz o tempo disponível para buscar outro meia com características semelhantes. Quanto mais a negociação se prolonga, menores ficam as opções disponíveis no mercado e maiores tendem a ser os valores exigidos por outros clubes.
Além do aspecto técnico, uma eventual frustração também aumentaria a pressão sobre a diretoria. A expectativa criada em torno da chegada de Almada foi elevada justamente pelo investimento previsto. Em 2026, o Flamengo já destinou cerca de R$ 495 milhões para reforçar o elenco, incluindo os R$ 315,7 milhões investidos na contratação de Lucas Paquetá, e encerrou o primeiro semestre com um déficit contábil de aproximadamente R$ 33 milhões, tornando cada decisão financeira ainda mais relevante.
Plano B precisa ganhar força nos bastidores
Enquanto aguarda uma definição, o Flamengo mantém outras alternativas sendo monitoradas. O nome de Luiz Henrique, atualmente no Zenit, aparece entre as possibilidades analisadas, embora atue com características diferentes das de Almada. O atacante já foi discutido internamente em uma operação que pode alcançar cerca de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 205 milhões), além de outros alvos mantidos sob sigilo para as posições de ponta e centroavante.
Mesmo mantendo confiança no desfecho positivo, o Rubro-Negro sabe que o calendário exige rapidez. Se a contratação de Thiago Almada não avançar nos próximos dias, a diretoria precisará acelerar imediatamente outras negociações para evitar que uma janela planejada para elevar o nível do elenco termine sem o principal reforço pretendido para o setor de criação.




