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Campeonato Argentino

Boca e River mantêm rivalidade centenária que divide a Argentina há 110 anos

Superclásico completa 110 anos com novo capítulo neste domingo (19) no Monumental

Boca Juniors e River Plate fazem o maior clássico do futebol mundial com muita paixão na Argentina. (Foto de Rodrigo Valle/Getty Images)
© Getty ImagesBoca Juniors e River Plate fazem o maior clássico do futebol mundial com muita paixão na Argentina. (Foto de Rodrigo Valle/Getty Images)

O Boca Juniors e o River Plate vivem uma das rivalidades mais antigas do futebol. Os dois times surgiram no mesmo bairro de La Boca, em Buenos Aires, há mais de cem anos. No começo, os jogos eram simples encontros entre vizinhos. Com o tempo, as diferenças cresceram. O River mudou para um bairro mais nobre. O Boca ficou no porto, ligado aos trabalhadores. Essa separação marcou as torcidas até hoje.

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Os clubes representam lados diferentes da sociedade argentina. O River ganhou o nome de Millonarios por causa de sua ligação com a elite. O Boca virou símbolo do povo simples e dos imigrantes. Cada partida mostra essa divisão clara. Os torcedores sentem o peso da história em cada jogo. A rivalidade vai além do campo e toca a vida das pessoas.

A disputa já passou por mais de duzentos e sessenta jogos oficiais. O Boca tem uma pequena vantagem em vitórias. O River fica logo atrás. Os empates também são muitos. O primeiro encontro oficial aconteceu em 1913. O River venceu por dois a um.

Os números do clássico centenário

O duelo mais lembrado foi a final da Libertadores de 2018. O jogo mudou para Madri por causa de problemas fora de campo. O River ganhou na prorrogação por três a um. Essa partida ficou na memória de todos os argentinos. Os estádios também fazem parte da história. A Bombonera, do Boca, enche de som e vibração. O Monumental, do River, impressiona pelo tamanho e pela pressão.

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Os torcedores enchem as arquibancadas e criam um ambiente único. Muitos dizem que a torcida influencia o resultado. Especialistas acompanham esses detalhes há décadas. O clima de clássico para o país inteiro.

Ídolos que marcaram o Superclásico

Diego Maradona jogou pelo Boca em duas fases. Ele deixou uma frase forte sobre o clássico. “Jogar um clássico na Bombonera é como tocar o céu com as mãos”, disse Maradona. Ángel Labruna, do River, é o maior artilheiro da história do confronto. Ele marcou dezesseis gols. Labruna também falou sobre o jogo. “Marcar contra o Boca é a maior alegria possível”, afirmou o jogador.

Mais de cem atletas já vestiram as duas camisas. Isso sempre causa debate entre as torcidas. Nomes como Gabriel Batistuta e Claudio Caniggia são exemplos. O próximo jogo está marcado para 19 de abril de 2026. Será no Monumental. Os torcedores esperam mais um capítulo dessa longa história. A rivalidade continua forte e sem fim à vista.

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A rivalidade entre Boca Juniors e River Plate mostra como o futebol une e divide o povo argentino. O Superclásico nasceu há mais de um século e ainda move paixões. Os números, os estádios e os ídolos formam uma história rica. Cada partida traz lembranças e novas emoções. O clássico é parte da identidade do país.

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