Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e multado em R$ 1.443 pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A decisão, anunciada nesta segunda-feira (19), ocorreu após o craque deixar a concentração da seleção portuguesa durante a última Data Fifa, em meio a um desentendimento com o técnico Jorge Jesus.
O episódio aconteceu em 30 de setembro, em Copenhague, na Dinamarca, antes de uma partida pela Liga das Nações. Insatisfeito com a condução da situação pelo treinador, o camisa 7 deixou o grupo e, posteriormente, publicou uma manifestação na qual explicou sua versão dos acontecimentos.
Cristiano Ronaldo é punido pela Federação Portuguesa
A tensão entre eles Cris e JJ começou na partida contra a Noruega, disputada em 27 de setembro. Cristiano Ronaldo ficou no banco de reservas e não entrou em campo, apesar de ter sido chamado para aquecer durante aproximadamente meia hora. A situação provocou frustração no atacante e capitão da equipe, que esperava ter participação diferente nos compromissos da seleção portuguesa.
Segundo o jogador, havia um entendimento prévio sobre sua utilização nos jogos. Ronaldo afirmou que conversou com Jorge Jesus e que o treinador havia sinalizado que explicaria publicamente o planejamento combinado entre eles.
Entretanto, o camisa 7 considerou que a postura do técnico na entrevista coletiva seguinte não correspondeu ao que havia sido discutido em particular. A quebra de confiança, segundo sua versão, foi determinante para que decidisse deixar a concentração portuguesa antes do confronto com a Dinamarca.
Posteriormente, a Federação Portuguesa abriu um processo disciplinar para analisar o caso. Inicialmente, Ronaldo ficou sujeito a uma suspensão preventiva enquanto a investigação prosseguia. Com a conclusão do procedimento, o Conselho de Disciplina decidiu aplicar 30 dias de suspensão e uma multa de € 255, com base no artigo 160.º, n.º 1, do regulamento disciplinar da entidade.
CR7 pediu desculpas e mantém portas abertas
Após o episódio, Cristiano Ronaldo publicou uma carta para explicar sua decisão e pedir desculpas aos torcedores e aos companheiros de Portugal. O atacante reconheceu que sua saída teve consequências e afirmou que aceitaria a punição determinada pelas autoridades do futebol português.
Na manifestação, o jogador também reforçou seu compromisso com a seleção portuguesa. Ele declarou que continuaria disponível para defender o país depois de cumprir a sanção, desde que estivesse em boas condições físicas e mantendo o desempenho necessário em seu clube, o Al-Nassr.
Jorge Jesus, por sua vez, negou ter feito o acordo sobre a escalação nos termos apresentados por Ronaldo, mas deixou aberta a possibilidade de retorno do atacante. O presidente da entidade responsável pela seleção, Pedro Proença, também manifestou apoio à volta do camisa 7 após a resolução do caso.




