O zagueiro Felipe Motta vive um momento de consolidação no futebol internacional defendendo o Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, o brasileiro detalhou os desafios da adaptação ao país, a evolução na carreira e a experiência de atuar fora do Brasil.
Ao comentar a mudança para o futebol árabe, o defensor destacou o impacto cultural logo nos primeiros meses. “É um choque de cultura muito grande por diversos fatores, nos costumes e nas questões naturais, como o clima”, afirmou. Segundo ele, o processo de adaptação exige tempo, principalmente pela distância do país de origem.
Mesmo com as dificuldades, Felipe ressaltou que conseguiu se firmar no novo ambiente. “Deixar o país que você cresceu também foi uma experiência muito desafiadora, mas graças a Deus, com a ajuda de todos os meus companheiros de equipe, consegui me adaptar bem e hoje estou 100% feliz por aqui”, completou.
Qual seria o maior desafio para um jogador brasileiro no futebol árabe?
Qual seria o maior desafio para um jogador brasileiro no futebol árabe?
0 pessoas já votaram
Experiência com Iniesta e aprendizado no exterior
Durante sua trajetória fora do Brasil, o zagueiro de 22 anos também teve a oportunidade de dividir o campo com o lendário Andrés Iniesta, um dos maiores nomes do futebol mundial. A experiência, segundo ele, foi marcante em todos os aspectos.
“Não existem palavras pra descrever o privilégio que foi atuar ao lado do gênio que é o Iniesta. Eu cresci vendo ele jogar, assistindo na TV, jogando com o Barcelona no videogame, então estar ao lado de uma lenda foi um sonho se tornando realidade”, revelou.

Andrés Iniesta, ex-jogador do Vissel Kobe. (Foto: Koji Watanabe/Getty Images)
Além do impacto emocional, Felipe Motta reforçou o aprendizado dentro de campo. Segundo ele, a convivência com atletas experientes contribuiu diretamente para sua evolução. “Foi uma referência muito boa para os jogadores mais novos da equipe”, completou.
Versatilidade e momento na carreira
Atualmente, Felipe Motta se destaca pela capacidade de atuar em mais de uma função dentro de campo. No Al-Nasr, o jogador vem sendo utilizado tanto como zagueiro quanto como lateral-esquerdo, ampliando suas possibilidades táticas.

Veja também
Rhaldney comemora adaptação no Alverca e destaca: “Feliz por conseguir entrar bem na equipe”
“Eu estou mais do que acostumado a atuar nessas duas funções, me sinto à vontade para exercer as duas posições dentro do jogo”, explicou. O defensor ainda ressaltou que suas características técnicas ajudam nessa adaptação, principalmente pela mobilidade e qualidade no passe.
Com contrato renovado até 2028, o brasileiro mantém o foco no presente e evita projetar passos mais longos na carreira. “Eu deixo o meu futuro nas mãos de Deus, sempre foi assim e sempre será. Hoje estou no Al-Nasr, muito feliz por estar no clube e planejo dar o meu melhor sempre”, afirmou, deixando claro que vive uma fase estável no futebol internacional.




