A Copa do Mundo de 2026 voltou a funcionar como a maior vitrine do futebol. O título da Espanha aumentou a procura por alguns jogadores, acelerou transferências e elevou cotações. Em contrapartida, atletas que decepcionaram ou tiveram problemas físicos perderam força no mercado.
Entre os maiores ganhos está Elliot Anderson, cuja valorização chegou a aproximadamente € 35 milhões (R$ 221 milhões). Lamine Yamal e Pau Cubarsí também subiram € 20 milhões (R$ 126 milhões), alcançando € 220 milhões (R$ 1,39 bilhão) e € 100 milhões (R$ 630 milhões), respectivamente. Michael Olise também teve alta semelhante.
Quem aproveitou a Copa para mudar de clube?
O caso mais claro é o de Anderson, que deixou o Nottingham Forest pelo Manchester City por cerca de £ 116 milhões (R$ 802 milhões). Cucurella também aproveitou o momento: foi do Chelsea para o Real Madrid por aproximadamente € 55 milhões a € 60 milhões (R$ 347 milhões a R$ 378 milhões).

Entre os campeões espanhóis, Rodri saiu do Manchester City para o Barcelona em uma operação que pode chegar a € 76,5 milhões (R$ 482 milhões). Ferran Torres também deixou o Barcelona rumo ao PSG por cerca de € 50 milhões (R$ 315 milhões).
O contraste aparece entre quem valorizou e quem conseguiu transformar essa valorização em transferência. Lamine Yamal, Pau Cubarsí e Michael Olise tiveram forte crescimento nas cotações, mas permaneceram em seus clubes. Isso mostra que valorização de mercado não significa necessariamente venda.
Quem perdeu valor após a Copa?
No outro extremo estão jogadores que tiveram queda de cotação e não encontraram uma saída. Federico Valverde, por exemplo, continuou no Real Madrid apesar dos rumores envolvendo clubes ingleses. Jamal Musiala também permaneceu no Bayern de Munique, enquanto Kylian Mbappé seguiu como peça central do Real.
Alexander Isak também não mudou de clube depois do Mundial. O atacante já havia sido transferido do Newcastle para o Liverpool antes da Copa, por cerca de £ 125 milhões (R$ 865 milhões), e permaneceu em Anfield mesmo após a queda de valor provocada por lesões e desempenho irregular.
No fim, a Copa mostrou que uma grande atuação pode acelerar uma transferência, mas não garante negócio. O jogador precisa estar disponível, o clube precisa aceitar vender e existir um comprador disposto a pagar. Para quem perdeu valor, a situação é ainda mais complicada: contratos longos, idade, lesões ou falta de protagonismo podem fazer o mercado esfriar rapidamente.
Ranking: quem mais valorizou após a Copa
| Jogador | Valorização | Destino pós-Copa |
| 1º Elliot Anderson | +€ 35 mi (R$ 221 mi) | Nottingham Forest → Manchester City |
| 2º Lamine Yamal | +€ 20 mi (R$ 126 mi) | Permaneceu no Barcelona |
| 3º Pau Cubarsí | +€ 20 mi (R$ 126 mi) | Permaneceu no Barcelona |
| 4º Michael Olise | +€ 20 mi (R$ 126 mi) | Permaneceu no Bayern |
| 5º Marc Cucurella | +€ 10 mi (R$ 63 mi) | Chelsea → Real Madrid |
Ranking: principais desvalorizações
| Jogador | Situação após a Copa |
| 1º Federico Valverde | Permaneceu no Real Madrid |
| 2º Jamal Musiala | Permaneceu no Bayern de Munique |
| 3º Kylian Mbappé | Permaneceu no Real Madrid |
| 4º Alexander Isak | Permaneceu no Liverpool |
| 5º Bukayo Saka | Permaneceu no Arsenal |
A diferença entre os dois grupos resume o efeito do Mundial. Anderson, Cucurella, Rodri e Ferran Torres transformaram a exposição da Copa em grandes transferências. Já quem perdeu valor não conseguiu fazer o mesmo movimento. No mercado pós-Copa não basta jogar bem ou mal: o momento do atleta precisa encontrar o interesse e a disposição financeira de um clube comprador.




