O Benfica divulgou os resultados econômicos do primeiro semestre do exercício de 2025/26, com lucro líquido individual de €29 milhões, cerca de R$ 156,6 milhões. O relatório também aponta crescimento operacional e mudanças relevantes na estrutura financeira do clube português, conforme o jornal A Bola.
Desta forma, o resultado operacional recorrente foi de €6,7 milhões (R$ 36,2 milhões), ou seja, um crescimento de 6% em relação ao mesmo período anterior. Portanto, esse avanço foi impulsionado pelo aumento dos rendimentos operacionais recorrentes, que atingiram €36,8 milhões (198,7 milhões), mais €3 milhões (R$ 16,2 milhões) na comparação anual.
Isto é, entre os destaques, as receitas de quotização chegaram a €12,4 milhões (R$ 73,1 milhões), com alta de 12%. Já o merchandising atingiu €11,5 milhões (R$ 67,8 milhões), crescimento de 5%. No entanto, os royalties pela utilização da marca ficaram em €8,8 milhões (R$ 51,8 milhões), uma queda de 9%. Diminuição causada pelos rendimentos da Benfica SAD, segundo o clube.
Custos controlados e impacto eleitoral influenciam resultado
Já os gastos operacionais recorrentes foram de €30 milhões (R$ 162 milhões), com aumento de apenas 2%. Mas, ainda assim, o lucro líquido apresentou queda de 16% em relação ao mesmo período anterior. Na ocasião, o resultado havia sido de €34,6 milhões (R$ 186,8 milhões).
Contudo, a variação, de acordo com o Benfica, é explicada pela aplicação do Método da Equivalência Patrimonial (MEP), pelo menor impacto contabilístico da transferência do futebol feminino para a SAD, além dos encargos extraordinários ligados ao processo eleitoral.
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Inclusive, os custos com as eleições para o mandato 2025-2029 somaram €3,2 milhões (R$ 17,3 milhões). O documento detalha despesas com fornecimentos e serviços externos, incluindo a atuação da Multicert, do Grupo SIBS, responsável pela validação dos votantes, contagem de votos e certificação do processo. Aliás, também entram gastos com pessoal, logística, deslocações, segurança e encargos fiscais.
Ativo cresce e transferências sustentam resultado consolidado no Benfica

Jogadores do Benfica comemoram gol durante partida da Champions League. Foto: Angel Martinez/Getty Images
Por outro lado, no balanço individual, o ativo do clube cresceu 36%, atingindo €122,6 milhões (R$ 662 milhões), impulsionado principalmente pelas participações financeiras e pelo aumento de créditos a receber dentro do Grupo Benfica. Assim, o passivo subiu 4%, chegando a €85,3 milhões (R$ 460,6 milhões).
Vale destacar os saldos com entidades do grupo, que representam 69,6% do ativo. Esses saldos totalizam €48,8 milhões (R$ 263,5 milhões), ou 57% do passivo, e incluem rendimentos diferidos de €39 milhões (R$ 210,6 milhões) associados ao uso da marca Benfica.

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No plano consolidado, o resultado líquido atingiu €44,6 milhões (R$ 240,8 milhões), fortemente influenciado pelas operações com direitos de atletas, que geraram impacto positivo de €54,6 milhões (R$ 294,8 milhões). Sem esse efeito, o resultado operacional seria negativo.
Por fim, o ativo consolidado chegou a €650 milhões (R$ 3,51 bilhões), uma alta de 13,8%. Já o passivo alcançou €569,4 milhões (R$ 3,51 bilhões), ou seja, crescimento de 6,4%. Entretanto, a dívida líquida se manteve estável em €204 milhões (R$ 21,6 milhões), com aumento de 1,2%. Os fundos patrimoniais subiram para €80 milhões (R$ 432 milhões), sendo um crescimento de 124%.




