O Porto reagiu publicamente à nomeação de Fábio Veríssimo para o clássico frente ao Benfica, válido pelos quartos de final da Taça de Portugal. Em comunicado, divulgado nesta terça-feira (13), o clube considera a escolha do árbitro da AF Leiria “absolutamente incompreensível”.
No documento, os dragões recordam que “é de conhecimento público que se encontra pendente no Tribunal Arbitral do Desporto um recurso que tem por objeto circunstâncias relatadas pelo árbitro em questão, relativas ao encontro entre FC Porto e SC Braga, disputado no dia 2 de novembro de 2025.”
Além disso, o comunicado acrescenta que “é igualmente público que o FC Porto apresentou uma participação disciplinar contra o mesmo árbitro, relacionada a acontecimentos verificados na partida entre FC Arouca e FC Porto, realizada em 29 de setembro de 2025, cujo desfecho ainda não é conhecido.”
Dragões apontam impacto negativo para credibilidade do futebol português
Sendo assim, nesse contexto, o Porto defende que a decisão do Conselho de Arbitragem é “suscetível de afetar negativamente a imagem e a credibilidade do futebol português, além de se mostrar prejudicial ao próprio árbitro envolvido”, de acordo com o comunicado oficial.
Inclusive, os responsáveis portistas enquadram o episódio numa linha mais ampla de decisões. A nomeação de Fábio Veríssimo é descrita como parte de uma “sucessão de decisões”, que tem “contribuído para a progressiva erosão da confiança no setor da arbitragem e para a descredibilizarão do futebol português.”

Árbitro Fabio Verissimo em ação durante o jogo da Supertaça de Portugal. Foto: Gualter Fatia/Getty Images
Com isso, o clube considera que estas decisões refletem problemas estruturais no setor. Isto é, reforçando a crítica institucional ao funcionamento do Conselho de Arbitragem ao longo da atual temporada, conforme a posição expressa no documento divulgado.
Porto questiona liderança de Luciano Gonçalves no Conselho
Aliás, no mesmo comunicado, o Porto afirma que Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, “deixou de reunir as condições necessárias para continuar a exercer funções.” A crítica surge associada à forma como o órgão tem conduzido as recentes nomeações.
Por fim, os dragões recordam ainda que a arbitragem foi apresentada pela atual Direção da Federação Portuguesa de Futebol como “um dos pilares centrais do seu projeto para o futebol nacional”. Assim, questionando se esse projeto “continua a oferecer as garantias necessárias para assegurar um futuro credível, transparente e sustentável para o futebol português.”




