A meta da Seleção Brasileira virou uma nova preocupação para Carlo Ancelotti logo no início do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030. Depois de deixar Alisson, Ederson e Weverton fora da primeira convocação pós-Mundial, o treinador decidiu testar Hugo Souza, Otávio e Pedro Morisco. Os dois primeiros receberam oportunidades contra a Austrália, mas nenhum conseguiu transmitir a segurança esperada.
O que aconteceu com Hugo Souza e Otávio?
Hugo foi titular no empate por 1 a 1 em Townsville e deixou uma impressão negativa principalmente no gol de falta de Irankunda. O goleiro do Corinthians foi criticado pela postura no lance e terminou a primeira partida sob questionamentos, justamente quando buscava espaço na renovação promovida por Ancelotti.
Na segunda partida, a oportunidade foi de Otávio, do Cruzeiro, e o cenário voltou a preocupar. O Brasil venceu por 4 a 2 em Brisbane, mas o goleiro sofreu dois gols e teve participação negativa no primeiro, quando saiu atrasado em um cruzamento. Ancelotti, apesar disso, elogiou a personalidade do jovem, enquanto a atuação aumentou a pressão sobre a escolha para a posição.
O problema não está apenas nas falhas individuais. A comissão técnica decidiu justamente abrir espaço para novos perfis porque Ancelotti quer conhecer alternativas para o próximo ciclo, mas os primeiros testes mostram como será difícil encontrar rapidamente um goleiro capaz de assumir a responsabilidade pela camisa da Seleção. O treinador havia definido Hugo como um jogador ativo, Otávio como alguém de personalidade e Pedro Morisco como uma opção de futuro.
Pedro Morisco pode ganhar espaço na Seleção?
A resposta veio rapidamente: Pedro Morisco será o titular contra a Índia, no próximo compromisso da Seleção. A escolha mantém o rodízio planejado por Ancelotti e evita transformar as primeiras atuações de Hugo e Otávio em uma decisão definitiva sobre quem será o dono da posição.
É justamente aí que aparece a nova preocupação do treinador. A renovação da meta brasileira ainda está no começo, mas os erros surgiram antes mesmo de a comissão conseguir observar os três nomes em condições iguais. Ao mesmo tempo, Ancelotti não fechou as portas para Alisson, que continua sendo tratado como referência, o que deixa aberta a possibilidade de um retorno dos goleiros mais experientes ao longo do ciclo.
A questão não é definir agora quem deve ser o titular, mas descobrir se a nova geração terá tempo e capacidade para assumir a posição sem que o Brasil precise interromper o processo. Com Hugo questionado, Otávio ainda em avaliação e Morisco prestes a receber sua chance, o gol se transforma em um dos primeiros grandes testes de Ancelotti neste novo ciclo. A vitória sobre a Austrália aliviou o resultado, mas não resolveu a principal dúvida que surgiu debaixo das traves.




