Raphinha terminou o empate por 1 a 1 entre Brasil e Austrália com uma assistência decisiva, mas o lance no último minuto não apaga uma atuação abaixo do nível apresentado no Barcelona. Na estreia com a camisa 10, o atacante ficou em campo durante os 95 minutos e cobrou o escanteio que terminou na cabeçada de Rayan.
Por que Raphinha rende tanto mais no Barcelona?
O problema foi a influência durante o restante da partida, Raphinha atuou mais como meia-atacante, atrás de Endrick, e teve dificuldades para criar desequilíbrio. Participou de transições, tentou finalizações e apareceu nas bolas paradas, mas ficou longe do jogador que vem sendo decisivo no Barcelona.
A diferença aparece nos números, já que Raphinha soma 14 gols em oito jogos pelo Barcelona na temporada 2026/27, sendo 12 em La Liga, além de três assistências na competição. O clube também destaca que o brasileiro alcançou um dos melhores inícios goleadores de sua história após oito partidas.
Mas a função ajuda a explicar o contraste, sob Hansi Flick, Raphinha aparece mais centralizado, próximo da área e com liberdade para finalizar. Na Seleção, Ancelotti o utilizou em uma faixa mais intermediária, reduzindo a frequência com que ele chega à zona de definição.
Raphinha tem dois níveis diferentes de atuação?
A comparação não significa que Raphinha seja um problema para a Seleção, mas mostra uma diferença clara de rendimento. No Barcelona, ele é protagonista, finaliza mais e participa diretamente dos gols; com a Amarelinha, sua influência ainda aparece de forma mais irregular.
O empate contra a Austrália resume bem esse cenário. A cobrança de escanteio no último lance mostrou a qualidade do jogador e garantiu a assistência para Rayan, mas também foi um dos poucos momentos em que Raphinha conseguiu ser decisivo de maneira clara. O desempenho coletivo ruim também precisa entrar na conta, já que Vini Jr., Estêvão e Endrick igualmente tiveram pouca influência ofensiva.
A cobrança aumenta justamente porque o parâmetro atual de Raphinha é muito alto. Ele chega à Seleção depois de um início de temporada extraordinário no Barcelona, com 14 gols em oito jogos. A missão de Ancelotti será encontrar uma forma de aproximar esse Raphinha do jogador que hoje decide partidas pelo clube.
A assistência evita dizer que Raphinha fez uma partida completamente ruim, mas também não esconde o contraste. Ele teve um momento decisivo, porém ainda precisa transformar participações pontuais em influência constante. É justamente essa diferença entre Barcelona e Seleção que mantém a cobrança sobre o camisa 10.




