A estreia da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo representa também um novo teste para Carlo Ancelotti. Depois da eliminação nas oitavas de final para a Noruega, o treinador começa uma nova etapa diante da Austrália, seguindo com a estrutura ofensiva baseada no 4-2-4.
O quarteto confirmado para o amistoso de 25 de setembro será formado por Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior. Mais do que colocar quatro atacantes em campo, Ancelotti terá o desafio de fazer os movimentos entre eles funcionarem sem comprometer a sustentação do meio-campo.
Indicadores de impacto no modelo de Ancelotti
A importância do treinador na construção da nova Seleção passa diretamente pela maneira como os quatro jogadores ofensivos ocuparão os espaços:
| Métrica / Aspecto Tático | Decisão de Ancelotti | Impacto prático na equipe |
| Estrutura ofensiva | Quarteto com Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior | Mais jogadores ocupando o último terço |
| Mobilidade | Liberdade para alternar posições e atacar diferentes zonas | Dificulta a referência da marcação adversária |
| Sustentação | Dois meio-campistas como base do sistema | Dá equilíbrio para as ações ofensivas |
| Transição | Quatro jogadores posicionados em zonas ofensivas | Permite acelerar o ataque após a recuperação da bola |
O papel tático no esquema do Brasil
No 4-2-4 de Ancelotti, os quatro atacantes não terão posições completamente fixas. A estrutura inicial servirá como referência para criar diferentes movimentos durante a partida.
- Movimentação de Endrick: O atacante pode deixar a referência central, aproximar-se dos meio-campistas e atrair um zagueiro, abrindo espaço para a infiltração de Vinicius, Raphinha ou Estêvão.
- Jogo por dentro: Vinicius pode sair do lado esquerdo para ocupar zonas centrais, enquanto Raphinha também pode fechar por dentro. Estêvão terá liberdade para encontrar espaços entre lateral e zagueiro.
- Apoio dos laterais: Quando os pontas entrarem por dentro, Matheuzinho e Douglas Santos poderão ocupar os corredores para manter a amplitude e oferecer uma alternativa de progressão.
O encaixe tático contra a Austrália
A partida contra a Austrália será o primeiro cenário para observar o time após a Copa do Mundo.
- Exploração dos espaços: Vinicius e Estêvão podem receber abertos para atacar os laterais, enquanto Endrick movimenta a linha defensiva. Caso um zagueiro acompanhe o centroavante, outro atacante poderá avançar no espaço criado.
- Pressão após a perda: O comportamento dos quatro jogadores ofensivos sem a bola será determinante. Se a pressão inicial for quebrada, Bruno Guimarães e Danilo precisarão proteger uma área maior no centro do campo.
O que observar durante a partida
- Movimentação do quarteto: observar como Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius alternam entre amplitude, jogo por dentro e ataque à profundidade.
- Distância dos meio-campistas: Bruno Guimarães e Danilo serão a base do sistema, principalmente quando os quatro atacantes avançarem.
- Comportamento dos laterais: Matheuzinho e Douglas Santos precisarão identificar os momentos certos para avançar e manter o equilíbrio defensivo.
Quem aposta com frequência pode ganhar tempo usando o @Playbook. O bot monta automaticamente o bilhete a partir de qualquer palpite publicado no X.




