Em entrevista coletiva, Bruno Guimarães se pronunciou sobre o pênalti perdido pela Seleção Brasileira no jogo contra a Noruega, pela Copa do Mundo de 2026, que culminou na eliminação do Brasil.
“É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz”, iniciou.
“Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante”, acrescentou.
Lições tiradas com a derrota
“Você, muitas vezes, aprende com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária, dos meus sonhos”, continuou. Na sequência, o volante explicou sobre a escolha do batedor de pênalti.
“Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola”, deu sequência.
“Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu”, explicou. Em seguida, Bruno lamentou os questionamentos envolvendo Vinicius Júnior.
Cobrança na seleção em Vinicius Júnior
“Fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim. Acho que essa é a resposta que eu posso te dar. Fica triste o que aconteceu, não só pelo Vini, pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo”, afirmou.
Na época, torcedores questionaram o fato do camisa 7 não ter chamado a responsabilidade, ele era tratado como o melhor jogador do Brasil na Copa do Mundo e estava em alta pelo bom desempenho. Por fim, Bruno Guimarães destacou que, caso tenha uma nova oportunidade, não irá se esconder.
“Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa, representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida”, seguiu.
Além disso, o atleta tenta utilizar o episódio como aprendizado. “Obviamente, não foi um momento legal. Sofri muito, como eu disse, mas é bola para frente, é pensar. Não dá para mudar o passado, e sim o futuro”, finalizou.




