O ex-goleiro da Espanha Iker Casillas testemunhou nesta segunda-feira (8), no Palácio da Justiça do Porto, em Portugal, em um processo em que cobra uma indenização de 3,7 milhões de euros ou cerca de R$ 20 milhões.
O espanhol, que tem sua trajetória ligada ao Real Madrid, e jogou no clube português de 2015 a 2020, cobra da seguradora Fidelidade e do Porto por incapacidade para o trabalho.
O caso está relacionado ao infarto agudo do miocárdio sofrido por Casillas em maio de 2019, durante uma sessão de exercícios no centro de treinamento do clube português.
Casillas relembrou o dia do incidente
De acordo com o site português A Bola, no tribunal, Casillas relembrou o incidente, que descreveu como “um dia normal”. O ex-goleiro descreveu que foi ao CT para treinar, como de costume, depois de deixar os filhos na escola.
No clube, explicou que chegou por volta das 9h30, tomou café da manhã e seguiu para a academia. Perto das 11h aconteceu: “Depois de 30 minutos me exercitando, senti uma forte pressão no peito”, pontuou no tribunal.
A partida daí foram momentos de aflição: “Tive medo, tinha dificuldade para respirar”, disse. Depois de ser orientado a “ficar tranquilo”, um médico foi chamado ao local, e Casillas acabou levado para uma unidade hospitalar na cidade.
É justa a indenização após incapacidade decorrente de problemas de saúde?
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Seguradora confrontou o ex-jogador no tribunal
Por outro lado, na audiência, a defesa da seguradora confrontou Casillas com declarações feitas por ele em 2021, em que disse que o episódio ‘foi muito rápido’. A alegação foi contestada pelo advogado do jogador.
Ainda, indagado sobre sua participação em jogos de exibição, Casillas afirmou que essas atividades não se comparam à alta competição. “São jogos amistosos, jogos de exibição. Não têm o nível e a exigência do futebol profissional”, finalizou.
