Didier Deschamps oficialmente não é mais o técnico da Seleção Francesa. Neste sábado (18), o treinador se retirou do cargo após a derrota por 6 a 4 contra a Inglaterra, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo 2026. O ex-jogador comandou a equipe por 14 anos.
Nesse período, a França venceu a edição 2018 da Copa do Mundo e foi vice-campeã em 2022. “A Seleção Francesa está acima de tudo. Ela não me pertence. Estive a seu serviço em uma missão por quatorze anos. Não há nada acima desta camisa”, iniciou Deschamps em entrevista ao canal M6.
O agora ex-técnico da França revelou o motivo da saída. “Decidi que tinha que acabar. Se tomei essa decisão, não foi por mim. Digo com sinceridade. Foi para o bem da Seleção Francesa. Talvez eu não tenha dito isso antes, mas vou lhes dizer honestamente, não tomei essa decisão por mim. Porque o ambiente era insuportável para mim, a Seleção Francesa não merece isso”, continuou.
Segundo o treinador, o ambiente ficou mais leve após o anúncio da saída. “As coisas melhoraram muito para a Seleção Francesa. Eu poderia ter tomado uma decisão antes ou durante a Copa do Mundo. Mas não quis porque tenho muito respeito pela Seleção Francesa“, relatou.
Deschamps também falou sobre o que pensa em relação ao futuro da própria carreira. “(Existem) duas possibilidades: ser treinador (de clube) ou técnico da seleção. Ambas são possíveis. Vou me abster de falar sobre a Seleção Francesa”, finalizou.
Deschamps viveu drama familiar durante a Copa do Mundo
O treinador perdeu a mãe em junho. Deschamps foi liberado pela Federação e viajou para a Europa a fim de acompanhar o funeral. Com isso, ele não comandou a Seleção Francesa no duelo contra a Noruega, válido pela fase de grupos.
Quem será o próximo técnico da Seleção Francesa?
O ex-jogador Zinedine Zidane é o mais cotado para ocupar o cargo. No entanto, uma lei nacional virou uma espécie de ‘barreira’ para a contratação. Isso porque o dispositivo determina que funcionários de Federações Esportivas recebam até 450 mil euros brutos de salário anual. A assinatura do contrato por um valor acima do limite exige a aprovação do Governo Federal.




