O Palmeiras garantiu sua classificação à final da Libertadores após eliminar o Fluminense nos pênaltis, na última quarta-feira (21). A conquista da vaga também abre uma perspectiva importante para Vitor Roque, que ficou fora da semifinal por causa de uma lesão no tornozelo direito. Caso consiga se recuperar a tempo de participar da decisão, o atacante poderá aproveitar a visibilidade do torneio para demonstrar sua evolução depois de uma passagem pelo Barcelona marcada pela dificuldade de conquistar espaço.
O brasileiro atravessa uma temporada diferente daquela que marcou seu primeiro ano no clube paulista. Depois de encerrar 2025 com 20 gols em 56 partidas, encontrou obstáculos para manter a regularidade, principalmente em razão dos problemas físicos. Em 2026, soma nove gols em 37 jogos, números que ajudam a explicar a diferença de rendimento entre os dois períodos. A decisão continental surge como uma possibilidade de encerrar o ano com maior protagonismo, embora sua prioridade imediata seja recuperar as condições necessárias para voltar aos gramados.
Aos 21 anos, Vitor Roque ainda possui tempo para construir uma nova trajetória internacional. Sua transferência ao Barcelona, depois de se destacar no Athletico-PR, mostrou o potencial identificado pelo mercado europeu. Entretanto, a adaptação ao clube catalão foi complicada, e o empréstimo ao Betis não resultou em uma permanência definitiva na Espanha. O retorno ao Brasil ofereceu um ambiente diferente, no qual o atacante conseguiu recuperar confiança e assumir responsabilidades importantes no setor ofensivo.
Passagem pelo Barcelona trouxe desafios para Vitor Roque
A experiência no futebol espanhol exigiu adaptações que o brasileiro não conseguiu completar durante sua passagem pelo Barcelona. O atacante chegou a uma equipe com forte concorrência por posição e encontrou dificuldades para conquistar uma sequência consistente. A falta de continuidade limitou suas oportunidades de desenvolver características que haviam chamado a atenção no Athletico-PR, principalmente a intensidade sem a bola e a capacidade de atacar os espaços deixados pelos defensores.
O empréstimo ao Betis representou uma tentativa de oferecer mais minutos ao jogador, mas não solucionou definitivamente sua situação. Posteriormente, o Palmeiras investiu na contratação e apresentou um projeto esportivo que permitiu ao atacante voltar a competir com maior regularidade. Sob o comando de Abel Ferreira, passou a encontrar situações favoráveis para explorar a profundidade e participar das jogadas próximas à área adversária.
Considero que as dificuldades vividas no Barcelona não devem ser utilizadas como uma avaliação definitiva sobre seu potencial. A adaptação de um jovem atacante envolve questões táticas, físicas e até a necessidade de compreender movimentos diferentes dos companheiros. Vitor Roque demonstrou no Brasil que pode contribuir pressionando a saída de bola, acelerando transições e buscando espaços entre os zagueiros, características que continuam relevantes para equipes de diferentes ligas.
Uma eventual segunda passagem pela Europa, entretanto, dependeria de mais do que o histórico de suas primeiras experiências. Para voltar a despertar atenção internacional, o brasileiro precisaria apresentar continuidade, evolução nas decisões perto do gol e capacidade de participar de diferentes momentos do jogo. O desempenho pelo Palmeiras oferece elementos para essa avaliação, mas não existe confirmação de proposta ou negociação em andamento.

Lesões dificultam sequência do atacante no Palmeiras
A temporada de 2026 trouxe obstáculos físicos que interromperam o crescimento do jogador. Depois de passar por uma cirurgia no tornozelo esquerdo durante o primeiro semestre, Vitor Roque voltou aos gramados e procurou recuperar ritmo competitivo. Entretanto, sofreu uma nova entorse, desta vez no tornozelo direito, durante o confronto contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O problema impediu sua participação nos dois jogos da semifinal da Libertadores.
Mesmo sem o camisa 9, Abel Ferreira encontrou alternativas para organizar o ataque e conduzir o Palmeiras à decisão continental. A classificação não elimina a importância de recuperar o jogador, especialmente pela possibilidade de oferecer movimentos diferentes dos demais atacantes. Sua velocidade para atacar a última linha defensiva e a disposição para pressionar os adversários podem ampliar as opções do treinador em partidas que exigem maior intensidade.
Vitor Roque permanece em processo de recuperação da lesão no tornozelo direito. A comissão técnica precisa acompanhar sua evolução antes de estabelecer quando poderá retornar normalmente aos trabalhos com o elenco. Dessa forma, qualquer projeção sobre sua participação na final depende das próximas avaliações médicas, sem que seja possível antecipar uma escalação ou confirmar sua disponibilidade para a decisão.
Na minha avaliação, a recuperação precisa ser conduzida com atenção às exigências de seu estilo de jogo. O atacante depende de explosão para acelerar em direção à área, disputar bolas em profundidade e mudar rapidamente de direção. Essas movimentações exigem segurança física e confiança. Antecipar seu retorno apenas pela importância da final poderia comprometer a sequência de trabalho necessária para recuperar o melhor rendimento.
Final da Libertadores pode ampliar exposição internacional
A decisão continental poderá oferecer um cenário interessante para avaliar a evolução do brasileiro, caso esteja disponível. Em confrontos de grande exigência, observadores podem analisar não apenas gols e assistências, mas também a movimentação sem a bola, a participação na pressão e a capacidade de tomar decisões diante de defesas organizadas. São aspectos que ajudam a determinar como um atacante pode se adaptar a diferentes modelos de jogo.
O desempenho acumulado pelo Palmeiras apresenta uma referência importante. Os 20 gols marcados em 2025 demonstraram sua capacidade de recuperar protagonismo depois das dificuldades na Espanha. Já as interrupções de 2026 reforçam a necessidade de reconstruir uma sequência consistente. Para uma eventual avaliação do mercado europeu, a regularidade ao longo de vários jogos tende a oferecer informações mais relevantes do que uma atuação isolada.
O Palmeiras também possui motivos para valorizar a permanência de Vitor Roque. O jogador tem contrato até dezembro de 2029 e integra um elenco que busca conquistar títulos nacionais e internacionais. A chegada à final da Libertadores fortalece o projeto esportivo do clube e oferece ao atacante a possibilidade de participar de uma conquista importante, desde que esteja recuperado e seja utilizado pela comissão técnica.
Considero que o principal desafio de Vitor Roque será transformar a recuperação física em continuidade dentro de campo. A final da Libertadores pode representar uma vitrine para o futebol europeu, mas não significa que uma transferência esteja próxima. Depois das experiências no Barcelona e no Betis, o brasileiro ainda tem condições de construir novos capítulos internacionais, desde que consiga reunir desempenho, regularidade e oportunidades para demonstrar sua evolução.




