Robert Lewandowski deixou o Barcelona depois de quatro temporadas, mas ainda demonstra que sua capacidade de encontrar o gol continua presente. Aos 38 anos, o polonês começou uma nova etapa no Chicago Fire e já soma seis gols e duas assistências em dez partidas pela MLS. Uma produção relevante para quem deixou o futebol europeu depois de construir uma passagem histórica pela Catalunha.
Para mim, porém, a parte mais interessante dessa história está justamente no que aconteceu com o Barça depois de sua saída. Durante quatro anos, praticamente todo o sistema ofensivo tinha uma referência muito clara dentro da área. Foram 120 gols em 193 partidas com a camisa blaugrana, além de três títulos de LaLiga, uma Copa do Rei e três Supercopas da Espanha.
Era natural imaginar que perder um jogador com tamanha capacidade de finalização obrigaria o clube a encontrar imediatamente outro centroavante de primeiro nível. O Barcelona tentou. Julián Álvarez apareceu como principal desejo e uma proposta de 100 milhões de euros chegou a ser apresentada ao Atlético de Madrid, mas a negociação não avançou.
Com isso, Gabriel Jesus virou uma opção de mercado e foi contratado pelo gigante espanhol e agora, essa vinda já vem fazendo efeito, já que o ex-Palmeiras em pouco tempo de clube, marcou seu segundo gol na goleada diante do Racing Santander e vem agradando os torcedores.

Barcelona já encontrava gols sem depender de um camisa 9
Raphinha aparece como principal exemplo dessa transformação. O brasileiro assumiu uma responsabilidade ainda maior perto da área e começou a temporada marcando com frequência. Outros jogadores também passaram a dividir essa obrigação, permitindo que o Barcelona tenha diferentes caminhos para chegar ao gol sem concentrar todas as jogadas em uma única referência.
Talvez o Barcelona não precise necessariamente encontrar outro jogador exatamente com suas características. O futebol apresentado neste começo mostra que Flick consegue distribuir os gols pelo elenco e utilizar maior mobilidade no ataque sem perder capacidade de finalização.
E mobilidade é exatamente o que Jesus tem, já que sempre se destacou por ser um jogador que ataca espaço e consegue ir bem fora da área, questão totalmente diferente do que era com o antigo centroavante da equipe espanhola.
Lewandoswski não vem fazendo falta ao Barcelona
Lewandowski continua fazendo aquilo que sempre soube fazer e seus primeiros meses nos Estados Unidos comprovam que o faro de gol permanece. Curiosamente, porém, sua saída também obrigou o Barcelona a encontrar uma nova maneira de atacar e elea vem dando resultado.




