Raphinha viveu altos e baixos no Barcelona, mas é um dos maiores exemplos de como o mundo do futebol dá voltas. Atualmente consolidado, o atacante teve seu contrato renovado até junho de 2030 na manhã desta quinta-feira (05). O anúncio oficial foi realizado pelo clube nas redes sociais, confirmando a continuidade de uma história que começou cercada de questionamentos e se transformou em protagonismo.
Contratado em julho de 2022, após se destacar pelo Leeds, da Premier League, o brasileiro chegou à Catalunha acompanhado de grandes expectativas. Entretanto, o desempenho inicial não foi suficiente para afastar as críticas. Sob o comando de Xavi Hernández, disputou 50 partidas na temporada 2022/23, com dez gols e 12 assistências.
Na campanha seguinte, a situação ficou ainda mais delicada. Em 37 jogos, foram dez gols e 13 assistências, números que ampliaram os questionamentos sobre seu rendimento. A insatisfação também estava relacionada ao investimento realizado pelo Barcelona, que atravessava dificuldades financeiras quando contratou o atacante.
A mudança começou com a chegada de Hansi Flick. O treinador alemão encontrou maneiras de aproveitar melhor a movimentação, a intensidade e a capacidade de finalização do brasileiro, transformando-o em uma das principais referências ofensivas da equipe. O impacto foi impressionante: na primeira temporada, o jogador acumulou 34 gols e 26 assistências em 57 partidas.
No segundo ano com Flick, o ponta manteve o protagonismo e registrou 21 gols e oito assistências em 33 jogos. A regularidade consolidou uma transformação que parecia improvável. Antes questionado pelo custo da contratação e pelas atuações, o brasileiro passou a ser reconhecido pela capacidade de decidir partidas e oferecer diferentes soluções ao sistema ofensivo.
Como Hansi Flick reencontrou o brasileiro como camisa 9?
Durante a passagem de Xavi Hernández, o atacante atuava principalmente pelas pontas, função que também desempenhou em seus melhores momentos com Flick. Entretanto, a saída de Robert Lewandowski abriu espaço para uma nova experiência: a utilização como centroavante. O impacto foi imediato, com 19 gols e três assistências em apenas 13 jogos na atual temporada.
A principal virtude nessa posição está na mobilidade. Diferentemente de um centroavante que permanece entre os zagueiros, o jogador consegue recuar para tabelar, deslocar-se pelos lados e atacar novamente a área. Sua velocidade permite explorar os espaços entre os defensores, enquanto a qualidade com a perna esquerda favorece finalizações rápidas.
Outro diferencial é a contribuição sem a bola. A intensidade na pressão e a disposição para repetir esforços fazem do brasileiro uma peça importante para o comportamento coletivo exigido pelo treinador. Como camisa 9, pode iniciar a marcação sobre os zagueiros e dificultar a saída adversária.
Quanto Raphinha custou ao Barcelona?
Entre os altos e baixos da trajetória de Raphinha, o investimento realizado em sua contratação foi um dos principais motivos das críticas. Em julho de 2022, o Barcelona pagou 58 milhões de euros (R$ 316 milhões na cotação da época) ao Leeds para contratar o brasileiro. A quantia representava uma aposta muito grande para um clube que enfrentava dificuldades financeiras.
Quatro anos depois, entretanto, o cenário é completamente diferente. O atacante se tornou uma das principais referências do elenco e acumula 190 partidas, 94 gols e 62 assistências com a camisa blaugrana. A renovação até junho de 2030 representa o reconhecimento de sua evolução e a confiança na continuidade do trabalho. Agora, o desafio será sustentar o desempenho nas próximas temporadas e consolidar ainda mais seu nome no clube.




