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Direto da Redação

Análise: Isak decide contra o Brentford, mas Liverpool ainda mostra dificuldades mesmo com vantagem numérica

Sueco marca gol da virada por 2 a 1 na Premier League, enquanto equipe de Iraola depende de expulsão adversária para reagir e apresenta falhas na criação

Alexander Isak of Liverpool applauds the fans after the Premier League 2026/27 match between AFC Bournemouth and Liverpool FC at Vitality Stadium on September 20, 2026 in Bournemouth, England.
© Getty ImagesAlexander Isak of Liverpool applauds the fans after the Premier League 2026/27 match between AFC Bournemouth and Liverpool FC at Vitality Stadium on September 20, 2026 in Bournemouth, England.

O Liverpool venceu o Brentford por 2 a 1 neste sábado (17), pela Premier League, mas o resultado não elimina as dificuldades apresentadas pela equipe de Andoni Iraola. Alexander Isak marcou o gol da virada aos 70 minutos, depois de Victor Muñoz empatar o confronto na segunda etapa. A reação aconteceu após a expulsão de Yehor Yarmolyuk, que deixou os donos da casa com um jogador a menos ainda antes do intervalo. Considero que os três pontos representam um alívio importante, embora o desempenho coletivo continue exigindo respostas do treinador espanhol.

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A partida começou com o Brentford encontrando espaços para incomodar a defesa adversária. A equipe comandada por Keith Andrews conseguiu pressionar a saída de bola e explorar situações pelos lados, dificultando a construção dos visitantes. Keane Lewis-Potter aproveitou uma dessas jogadas para abrir o placar aos 44 minutos, em um lance que evidenciou problemas de acompanhamento dentro da área. Na minha avaliação, a facilidade encontrada pelos mandantes para chegar ao gol mostra que a organização defensiva ainda está distante do nível esperado.

O cenário mudou nos acréscimos da primeira etapa, quando Yarmolyuk recebeu cartão vermelho após atingir Jérémy Jacquet com uma cabeçada. A expulsão ofereceu ao Liverpool uma superioridade numérica que modificou completamente a dinâmica do confronto. Entretanto, a vantagem não se transformou imediatamente em oportunidades claras, e os visitantes continuaram encontrando dificuldades para acelerar a circulação. Acredito que esse intervalo entre a mudança de cenário e a reação ofensiva merece atenção, porque revela limitações diante de adversários mais fechados.

Iraola procurou aumentar a agressividade pelos corredores e realizou mudanças para aproveitar o espaço disponível. A entrada de Jeremie Frimpong, entretanto, terminou rapidamente por causa de um problema físico, obrigando uma nova reorganização. Victor Muñoz passou a atuar na lateral direita e encontrou liberdade para avançar. O espanhol aproveitou essa movimentação para marcar o empate aos 62 minutos, depois de receber passe de Florian Wirtz e finalizar com precisão. Vejo nesse lance uma demonstração de como a equipe consegue produzir quando combina mobilidade com decisões rápidas.

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Isak aproveita assistência de Barcola e decide virada do Liverpool contra o Brentford

O gol de Alexander Isak surgiu oito minutos depois do empate, em uma jogada que reuniu participação coletiva e eficiência na finalização. Alexis Mac Allister encontrou Bradley Barcola com um passe para a área, e o francês ajeitou de cabeça para o centroavante. O sueco dominou e concluiu de esquerda, superando a marcação para colocar os visitantes em vantagem. Considero que a capacidade de resolver uma oportunidade desse tipo representa uma das principais contribuições do atacante ao funcionamento ofensivo de Iraola.

A atuação do camisa sueco também ganha importância pelo contexto recente. Depois de enfrentar problemas físicos, o jogador voltou a demonstrar presença decisiva em uma partida que exigia reação. Sua movimentação dentro da área oferece uma referência para os companheiros e permite transformar cruzamentos ou passes próximos ao gol em situações de finalização. Entretanto, acredito que depender da eficiência individual para superar adversários reduzidos numericamente não pode se tornar a principal estratégia de uma equipe com tantas opções no ataque.

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Florian Wirtz apresentou uma contribuição importante ao participar diretamente do empate. O alemão encontrou Muñoz em condições de avançar e ajudou a acelerar a circulação em um momento no qual o Liverpool precisava transformar posse de bola em perigo real. Sua facilidade para receber entre as linhas oferece alternativas contra defesas compactas, especialmente quando os atacantes realizam movimentos coordenados. Na minha visão, o desempenho mostra um caminho interessante para melhorar a criação, embora ainda exista espaço para aumentar sua influência durante os 90 minutos.

Bradley Barcola viveu uma situação diferente. Apesar da assistência para Isak, o francês desperdiçou oportunidades e apresentou dificuldades para escolher a melhor solução em alguns contra-ataques. Em determinados momentos, encontrou espaços para finalizar ou acionar companheiros, mas demorou a tomar decisões e permitiu a recuperação dos defensores. Não considero que esses erros anulem sua participação positiva no gol da vitória. Entretanto, eles mostram como a falta de objetividade pode impedir que o Liverpool controle partidas mesmo quando encontra condições favoráveis.

A produção ofensiva também precisa ser analisada pela maneira como os jogadores ocuparam o campo após a expulsão. Com um adversário a menos, os visitantes passaram a ter maior liberdade para circular a bola e aproximar os homens de frente. Ainda assim, nem sempre conseguiram transformar essa superioridade territorial em finalizações bem construídas. Acredito que o principal problema esteve na velocidade das decisões, porque movimentações previsíveis facilitaram a reorganização do Brentford durante determinados períodos.

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Iraola precisa corrigir falhas defensivas e melhorar decisões ofensivas do Liverpool

A vulnerabilidade apresentada antes do intervalo representa uma preocupação importante para a sequência da temporada. O Brentford conseguiu criar dificuldades explorando a marcação pelos corredores e a movimentação de seus atacantes dentro da área. No gol de Lewis-Potter, a defesa permitiu que o adversário aparecesse em posição favorável para concluir. Considero que esse tipo de situação exige maior coordenação entre laterais, zagueiros e meio-campistas, principalmente quando a equipe procura pressionar em regiões avançadas.

Outro aspecto envolve a proteção oferecida pelo setor central. Alexis Mac Allister participou da construção e teve influência na jogada decisiva, mas o funcionamento coletivo depende de uma distribuição adequada das responsabilidades. Quando os jogadores avançam simultaneamente, os espaços deixados às costas podem facilitar transições perigosas. Na minha avaliação, Iraola precisa encontrar uma maneira de preservar a presença ofensiva sem permitir que cada perda de posse obrigue os defensores a enfrentar situações de inferioridade.

As mudanças realizadas durante o confronto também mostram como o treinador precisou lidar com imprevistos. Dominik Szoboszlai deixou o campo ainda na primeira etapa, enquanto Frimpong não conseguiu permanecer após entrar no intervalo. Essas situações reduziram as possibilidades de manter o planejamento inicial e exigiram adaptações em diferentes posições. Acredito que a capacidade de encontrar respostas merece reconhecimento, especialmente pela utilização de Muñoz na lateral, mas a sequência de problemas físicos pode dificultar a preparação dos próximos compromissos.

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O Brentford ainda conseguiu oferecer resistência depois de sofrer a virada, mesmo atuando com dez jogadores. A segunda expulsão, de Vitaly Janelt, aconteceu apenas nos acréscimos e não explica os gols marcados anteriormente. Esse detalhe reforça a necessidade de avaliar o resultado com cuidado, sem transformar a vantagem numérica em justificativa para todas as dificuldades apresentadas. Para mim, o Liverpool deveria ter demonstrado maior controle após assumir a liderança, evitando permitir que o adversário permanecesse competitivo até os minutos finais.

A vitória também precisa ser observada dentro do momento vivido pelo clube. Depois da derrota por 3 a 0 para o Manchester City na rodada anterior, conquistar três pontos fora de casa representa uma resposta importante. Entretanto, o desempenho contra o Brentford mostra que a recuperação dos resultados ainda não significa evolução completa no funcionamento coletivo. Vejo a necessidade de melhorar a circulação sob pressão, proteger os corredores defensivos e aproveitar com mais eficiência as oportunidades criadas.

Alexander Isak terminou o confronto como protagonista ao marcar o gol decisivo, mas sua eficiência não deve esconder os problemas apresentados pelo Liverpool. A equipe encontrou forças para reagir e demonstrou qualidade em momentos importantes, especialmente nas participações de Wirtz, Muñoz e Barcola na construção dos gols. Ainda assim, considero que Iraola precisa transformar essas contribuições individuais em um desempenho mais consistente. A vitória oferece confiança para a sequência, mas o verdadeiro avanço dependerá da capacidade de controlar partidas sem precisar de circunstâncias tão favoráveis.

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