O presidente de La Liga, Javier Tebas, voltou a pedir punições ao Manchester City. Em entrevista concedida à FIFPRO, o dirigente espanhol cobrou uma sanção exemplar do futebol inglês para o clube após o avanço do processo das 115 acusações financeiras.
“Eu acredito que deveria ser a punição mais rigorosa nas regulamentações da Premier League”, afirmou Tebas. Em outro momento, ele enfatizou que a liga inglesa deveria impor uma punição que desencoraje futuras infrações econômicas.
“Ela deve servir de exemplo. Violar as regras por mais de 10 anos é algo muito grave”, completou o presidente da liga espanhola, que vem sendo uma das vozes mais ativas contra as acusações da Premier League frente ao City.
Tebas engrossa o discurso contra o Manchester City
Em uma publicação no X, Tebas rebateu acusações de que estaria perseguindo o clube inglês. “Sustentabilidade econômica não é burocracia. Controle financeiro não é um capricho”, escreveu ao relembrar que vem fazendo críticas ao doping financeiro desde 2017.
Se defendendo de que estaria “implicando” com o City, Tebas reforços que deseja um ambiente equilibrado. “Os clubes devem competir fundamentalmente com os recursos que são capazes de gerar também não significa ser contra qualquer clube específico. Trata-se de defender um modelo”, pontuou.
“Um modelo em que o sucesso esportivo não depende de quem tem o respaldo financeiro mais poderoso por trás, mas de quem administra melhor, gera mais recursos, monta equipes melhores e respeita as mesmas regras que todos os outros“, completou a análise.
Situação complicada do time inglês após acusações
Vale destacar que na tarde desta terça (29), a Premier League emitiu um comunicado oficial afirmando que o Manchester City foi considerado culpado de todas as 115 acusações de violações dos regulamentos financeiros da liga inglesa.
Ainda mais, a entidade afirmou que o City terá até o dia 2 de outubro para recorrer contra a decisão. Em um documento, a Premier League afirmou que a comissão de análise conseguiu constatar que o City, entre as temporadas de 2009/2010 e 2017/2018, organizou contratos falsos.
Neles, haviam irregularidades com parceiros comerciais, contas falsas e ocultação da verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol. Ainda nesta terça, o Manchester divulgou uma nota afirmando que irá recorrer da decisão em “em todos os fóruns regulatórios e legais apropriados”.




