No futebol, há derrotas que representam apenas uma tarde ruim e outras que deixam evidente o esgotamento de um trabalho. Para mim, o Manchester United chegou ao segundo caso. A goleada por 3 a 0 sofrida diante do Bournemouth, na manhã deste domingo (25), em Old Trafford, tornou a permanência de Michael Carrick cada vez mais insustentável.
Por que o Manchester United deve demitir Michael Carrick?
O principal problema não está somente no resultado, mas na campanha que o antecedeu. O United ocupa a 16ª posição do Campeonato Inglês, com sete pontos em oito jogos. São apenas uma vitória, quatro empates e três derrotas. Estamos falando de um clube que possui um dos melhores elencos da competição, mas apresenta um desempenho incompatível com a qualidade dos jogadores.
A distância para a zona de rebaixamento torna o cenário ainda mais preocupante. O Nottingham Forest, primeiro integrante das últimas posições, soma seis pontos, apenas um a menos que os Red Devils. Nas cinco rodadas mais recentes, a equipe de Carrick não venceu nenhuma partida, acumulando três empates e duas derrotas. Não vejo como tratar essa sequência como uma oscilação normal.
O contraste com o último campeonato também pesa na avaliação. Sob o comando do mesmo treinador, o clube encerrou a Premier League na terceira colocação e deixou uma impressão positiva. Era razoável esperar uma evolução em 2026/27, especialmente pela qualidade do grupo. O que aconteceu, entretanto, foi o contrário: a organização coletiva perdeu consistência e os resultados desapareceram.
A última vitória na liga aconteceu contra o Ipswich Town. Desde então, o único triunfo do clube foi diante do Sabah, pela Champions League. Isso demonstra que a dificuldade vai além de um adversário específico ou de uma atuação isolada. Manter o treinador apenas pelo que realizou no passado seria ignorar a gravidade do presente.
Como os Red Devils deveriam jogar?
Minha cobrança se torna maior quando observo as características do elenco. Amad Diallo, Bryan Mbeumo e Matheus Cunha oferecem velocidade, movimentação e capacidade para atacar os espaços. Bruno Fernandes possui qualidade para criar oportunidades e encontrar passes decisivos próximo da área. Com essas peças, espero um United mais agressivo, capaz de pressionar de maneira organizada e acelerar suas jogadas.
O esquema 4-2-3-1 me parece uma alternativa interessante para aproveitar melhor essas qualidades. Bruno poderia atuar mais próximo dos atacantes, enquanto Amad e Cunha teriam liberdade para sair dos corredores e participar da construção. Mbeumo, por sua vez, ofereceria mobilidade na referência ofensiva.
Entretanto, nenhuma formação resolverá os problemas sem uma organização defensiva clara. O United precisa diminuir os espaços entre seus setores, proteger melhor os zagueiros e escolher os momentos certos para pressionar. Jogadores como Leny Yoro, Lisandro Martínez e Matthijs de Ligt oferecem alternativas para a defesa, mas não podem ficar constantemente expostos.

Imagem gerada pelo ChatGPT.
Quais são os próximos jogos do Manchester United?
O calendário não oferece tranquilidade para uma equipe que atravessa tamanha crise. Os próximos quatro compromissos representam desafios importantes, começando pelo Chelsea e passando por um confronto contra a Roma, pela Champions League. Na sequência, Aston Villa e Liverpool também estarão no caminho dos Red Devils pelo Campeonato Inglês.
Próximos quatro jogos:
- Manchester United x Chelsea – 31 de outubro
- Manchester United x Roma – 3 de novembro
- Manchester United x Aston Villa – 8 de novembro
- Liverpool x Manchester United – 22 de novembro




