O Manchester United atravessa um período de pressão sobre Michael Carrick, mas o treinador recebeu um importante voto de confiança de alguém que conhece bem o clube. Ole Gunnar Solskjaer, antigo comandante dos Red Devils, afirmou que considera o inglês a pessoa certa para conduzir a equipe.
A declaração chama atenção pelo momento vivido em Old Trafford. O United chegou a nove partidas consecutivas sem vencer e ocupa a 17ª posição da Premier League, cenário que aumentou os questionamentos sobre a continuidade de Carrick no cargo. Mesmo assim, Solskjaer mantém sua avaliação positiva sobre o trabalho do antigo auxiliar.
Solskjaer acredita que Carrick pode reerguer o United
Em entrevista ao canal norueguês “TV2”, Solskjaer destacou a identificação de Carrick com o clube e sua compreensão sobre as expectativas da torcida. Para o ex-treinador, o atual comandante reúne características importantes para liderar o projeto esportivo dos Red Devils.
“Michael tem o necessário para fazer aquele clube avançar. Acho que é a pessoa certa. Ele entende o clube, entende os torcedores e sabe o que é preciso. Você não vê esse ‘diabo’ nele. Mas ele está lá, e eu também tenho isso”, afirmou.
Ex-treinador revela que se ofereceu para retornar ao clube
Solskjaer também confirmou que conversou com Jason Wilcox e Omar Berrada em janeiro, depois da saída de Rúben Amorim. Na ocasião, colocou-se à disposição para assumir o comando da equipe caso fosse necessário, mas ressaltou que não apresentou exigências nem discutiu duração de contrato.
“Quando conversei com o United, também falei muito bem de Michael. ‘Se vocês o escolherem, terão uma boa pessoa’, eu disse. Acredito que ele tenha feito o mesmo por mim. Nenhum de nós estava desesperado pelo cargo. Mas provavelmente aceitaríamos se nos chamassem”, declarou.
Apesar de admitir que gostaria de ter recebido outra oportunidade em Old Trafford, Solskjaer afirmou que não imaginava permanecer no cargo além do verão. O norueguês também reconheceu sentir que ainda tem assuntos inacabados no clube, mas ponderou que nem sempre voltar ao passado é a melhor decisão.




