Carlos Espí é a grande surpresa do Real Madrid para a temporada 2026/27. Contratado sem muitas expectativas junto ao Levante, o espanhol de 21 anos já marcou o gol de duas vitórias com José Mourinho, contra Elche e Espanyol.
Principal concorrente de Endrick na disputa por minutos, o atacante tem largado à frente do brasileiro. Enquanto o ex-jogador do Palmeiras disputou apenas uma partida na atual temporada, Espí tem entrado no fim dos jogos e correspondido com gols.
Com menos de 40 minutos em campo na temporada, o atacante já balançou as redes duas vezes. Endrick, por sua vez, esteve em apenas dez minutos em campo, criando um cenário em que a eficiência de Espí pode pesar na distribuição de oportunidades feita por Mourinho.
A espécie de amuleto que o jovem espanhol tem se tornado pode reduzir ainda mais os espaços de Endrick. Embora tenham características diferentes, os dois disputam o mesmo espaço na lista de prioridades de José Mourinho e entregam soluções distintas ao ataque.
Quais as diferenças entre Endrick e Carlos Espí?
A diferença entre Carlos Espí e Endrick está principalmente no tipo de centroavante que cada um representa. Espí é mais próximo de um 9 de referência, com estatura, jogo aéreo, proteção de bola, pivô e presença na área, enquanto Endrick tem um perfil mais móvel, explosivo e vertical.
O espanhol trabalha mais próximo da área, com movimentações curtas para se posicionar entre os zagueiros, atacar cruzamentos e finalizar. O brasileiro, por outro lado, pode sair da referência, atacar a profundidade, cair pela direita, conduzir a bola e acelerar as jogadas, tornando o ataque menos previsível.
Na prática, Espí oferece a Mourinho uma alternativa mais direta, baseada em força física, jogo aéreo, segunda bola e ocupação dos zagueiros. Endrick pode ser utilizado para acelerar o ataque, explorar espaços e criar situações individualmente, enquanto também consegue potencializar a movimentação dos companheiros.

Imagem gerada pelo ChatGPT.
Quanto o atacante espanhol custou ao Real Madrid?
Carlos Espí foi contratado pelo Real Madrid para substituir Gonzalo García, vendido ao Fulham. O ex-jogador do Levante teve um custo baixo aos cofres merengues, que desembolsou 25 milhões de euros (R$ 148 milhões na cotação atual) pela promessa.




