A vitória do Real Madrid por 4 a 1 sobre o Sevilla no Santiago Bernabéu ficou marcada por muita reclamação dos visitantes. O principal ponto de atrito ocorreu ainda na etapa inicial, quando o placar ainda estava zerado, Peque e Arda Güler se desentenderam sem a bola e o meia turco teria acertado uma cotovelada para se desvencilhar da marcação.
O lance não gerou punição com cartão nem foi checado pelo VAR, e o próprio Güler abriu o placar minutos depois. A decisão irritou profundamente o elenco do Sevilla, que protestou de forma ostensiva durante a ida para o intervalo. A revolta aumentou após o clube publicar em suas redes sociais que o lance gerou apenas cartões amarelos para seus próprios atletas por reclamação.
O descontentamento se somou à validação do segundo gol merengue, anotado por Mbappé, em jogada que os visitantes alegam ter surgido após uma falta não marcada em Robbie Ure. Revoltado com a arbitragem, o zagueiro Kike Salas não poupou críticas antes de ir ao vestiário após o fim do primeiro tempo.
“Tínhamos o jogo sob controle, mas aquele lance envolveu uma cotovelada que parecia uma clara falta para cartão vermelho, mas não podemos entrar nesse assunto. Esses detalhes fazem a diferença. Peque disse que levou uma cotovelada e que não ia se abaixar para pedir atendimento médico. Confio no meu jogador; vou verificar agora. Ele nem sequer interveio para revisar o lance“, disparou.
Indignação no vestiário do Sevilla após derrota em Madrid
Além de Kike, outro que também se mostrou irritado foi o lateral Juan Iglesias, que apontou interferência direta do apito no resultado final. “A partida foi decidida por decisões da arbitragem. A ação do Peque foi um ato de agressão, vimos isso no intervalo. E em outro gol deles, houve uma falta no Robbie que não foi reprisada na televisão. Sabíamos o que enfrentaríamos”, disse.
O defensor também seguiu irritado, chegando a reclamar da postura da arbitragem durante o confronto no Bernabéu. “Muitas vezes você não pode falar com eles, eles não permitem: ‘Vá embora, vou te dar um cartão’… é sempre a saída mais fácil. Mas viemos aqui e sabíamos como seria“, concluiu o lateral.
O resultado consolidou o terceiro triunfo consecutivo do Real Madrid na La Liga, garantindo tranquilidade antes do El Clásico. Apesar do placar elástico construído em casa, o Sevilla seguiu reclamando por conta de um cartão vermelho direto a Güler.
Mourinho minimiza polêmica e nega existência de imagens
Além do lado do Sevilla, as polêmicas também chegaram a Mourinho. Conhecido por declarações fortes na coletiva, o português afirmou não ter visto irregularidade. “Não vou comentar. Quero evitar as palavras de Luis García (técnico do Sevilla), não a polêmica. Ninguém conseguiu me mostrar o que dizem ter acontecido; não tenho uma única imagem”, iniciou.
Na sequência, ele afirmou que caso tenha enxergado uma irregularidade em favor do Real, também teria questionado a arbitragem. “Pedi imagens a todos, inclusive à minha equipe, e não consegui encontrar nenhuma filmagem das coisas que eles estão dizendo que incomodaram o Luis. Digo honestamente que, se algo acontecer que nos beneficie, não terei problema nenhum em vir a público e dizer isso”, declarou.
Por fim, o técnico merengue finalizou rebatendo a tese de que correu o risco de perder a promessa turca por suspensão para o clássico contra o Barcelona. “Não pensei no Clásico nem por um minuto. Depois de uma derrota, você pergunta a um treinador sobre um caso onde não existe nenhum, e para ele é fantástico porque lhe dá a oportunidade de falar sobre outra coisa. Não vi nada”, finalizou.




