Quando a bola chegou aos pés de Bianca, o Brasil estava a uma cobrança de confirmar sua vaga nas quartas de final do Mundial Sub-20. A zagueira assumiu a quinta batida da Seleção contra os Estados Unidos e não desperdiçou a oportunidade. Com a cobrança convertida, as brasileiras venceram por 5 a 4 nos pênaltis após o empate por 1 a 1 e seguem vivas na competição.
A jogadora contou que o momento pareceu ainda mais longo justamente porque a decisão estava em suas mãos. Na caminhada até a marca da cal, Bianca concentrou-se em controlar a ansiedade e fazer a cobrança que poderia definir o confronto. Depois de ver a bola entrar, veio o alívio e comemoração da equipe.
Uma cobrança para fechar uma noite de tensão
O duelo contra os EUA foi equilibrado do início ao fim. Sofia Couto colocou o Brasil em vantagem no segundo tempo, mas Ainsley McCammon deixou tudo igual poucos minutos depois. O empate permaneceu durante o restante da partida e também na prorrogação, levando a classificação para os pênaltis.
Antes de Bianca bater o último pênalti, a goleira Thaís Lima já havia aparecido como personagem importante ao defender uma cobrança das norte-americanas. Na sequência, as brasileiras converteram todas as tentativas que tiveram, até a zagueira assumir a responsabilidade pela última batida.
“A gente sabia desde o começo que ia ser um jogo muito difícil. Os Estados Unidos é uma equipe que tem uma história no futebol feminino, mas entramos preparadas fisicamente, mentalmente e taticamente e conseguimos sair com a vitória. Deixamos o nosso melhor em campo e acredito que representamos muito bem o Brasil”, afirmou uma das heroínas da classificação brasileira.
Brasil agora mira a Espanha
A classificação colocou a Seleção entre as oito melhores equipes do Mundial e manteve a campanha brasileira invicta. Depois de sobreviver ao duelo com os Estados Unidos, o próximo compromisso será contra a Espanha, que eliminou Portugal por 2 a 0 nas oitavas de final.
O confronto pelas quartas de final está marcado para sábado (19), na Arena Sosnowiec, na Polônia. Para Bianca, a experiência diante das norte-americanas pode servir justamente como preparação para mais um jogo de alta pressão.
“Acredito que estamos preparadas para as quartas de final. Estamos trabalhando duro para seguir na competição. Vamos entrar, dar o nosso melhor dentro de campo e automaticamente as coisas vão acontecer”, finalizou.




