Campeão do mundo, o ex-zagueiro Gerard Piqué desembarcou em São Paulo nesta terça-feira (29) para projetar os próximos passos da Kings League. Fundador do torneio que se tornou febre no Brasil, ele revelou que mantém tratativas diretas com o times brasileiros para tentar uma expansão.
A grande aposta para o próximo ano é a implementação da versão feminina da competição em solo nacional. Batizado de “Queens League”, o projeto conta com o aval da diretoria local para atender ao pedido das marcas parceiras e da própria comunidade de torcedores.
“Para nós, o Brasil é um mercado muito valioso, e o público, desde o primeiro dia, demonstrou um comprometimento e um grande engajamento com o produto. Estamos trabalhando com os presidentes e os clubes para levar a Kings League“, afirmou em reportagem da Itatiaia.
Futebol Feminino se torna atrativo antes da Copa 2027
Com a proximidade da Copa do Mundo Feminina no país, a modalidade vem se tornando alvo de projetos privados e públicos. Em relação a Kings League, existem conversas com presidentes e patrocinadores, buscando a estreia do torneio feminino nos próximos meses.
A ideia é aproveitar esse período antes do mundial, já que pesquisas indicam que o público vem se interessando cada vez mais pelo futebol feminino. Além disso, o Brasil se tornou o segundo maior mercado global da marca, com recordes de interações nas últimas edições.
Além disso, a diretoria projeta uma descentralização das atividades no território nacional com foco em novas praças. A região Nordeste surge como prioridade para ações e eventos após o bom engajamento demonstrado.
Nova lei de incentivo impulsiona o profissionalismo da modalidade
Vale destacar que, no início desta semana, o presidente Lula sancionou a Lei 15.522/26, transformando o desenvolvimento do futebol feminino em prioridade da política pública esportiva no Brasil.
Entre diversas regras, estão a Lei Geral do Esporte e a Lei das SAFs, obrigando clubes formadores a manterem equipes femininas com as mesmas condições de treino, suporte e instalações dedicadas aos homens.
Além disso, fixa limites rigorosos para o registro de atletas amadoras, forçando a formalização dos contratos nas elites do país. A lei também determina a criação de um plano estratégico de “legado esportivo e social” atrelado à Copa do Mundo Feminina de 2027.




