A Argentina não tomou conhecimento de Burkina Faso e aplicou uma goleada de 7 a 0 neste sábado (3), no Monumental de Núñez. Mas apesar da fragilidade do adversário africano, a atuação coletiva do setor ofensivo mostrou soluções para problemas que tendem a aparecer no futuro.
O confronto ficou marcado pelo contexto atípico do rival, que teve problemas de logística e precisou atuar com uma equipe sub-23. O grupo desembarcou em Buenos Aires poucas horas antes do apito inicial, facilitando o amplo domínio dos donos da casa.
Mesmo diante de um oponente vulnerável, a sintonia apresentada por Lautaro Martínez e Julián Álvarez, que marcaram um gol cada, chamou a atenção ao longo da partida. Quando estavam em campo, apresentaram trocas constantes e uma dinâmica na construção de jogadas.
Lautaro Martínez e Julián Álvarez indicam sintonia
O bom entendimento entre os atacantes simboliza uma mudança importante na estrutura tática de Lionel Scaloni, que já indicou que deve renovar seu contrato. Concorrentes diretos por uma vaga no time titular durante o último ciclo vitorioso, os dois agora passam a atuar juntos.
E a evolução dessa parceria é a “aposta” de Scaloni, já que há uma transição importante entre gerações. Mesmo entendendo a dificuldade em perder atletas como Otamendi, De Paul e outros, o treinador quer iniciar em sua dupla de ataque a formação de uma nova “cara”.
Durante a Copa do Mundo, o comandante argentino insistiu que o seu maior medo está na perda de identidade. E se apegando a isso, a ideia é amenizar o impacto do adeus de Messi, que se prepara para fazer sua despedida definitiva da albiceleste no próximo compromisso da Data FIFA no país.
O adeus definitivo de Messi
O confronto decisivo de despedida do astro argentino acontece já nesta terça-feira (6), diante da seleção de Benin. A expectativa no Estádio Monumental é de grande festa para homenagear o maior ídolo da história recente do futebol sul-americano.
Com o novo desenho ofensivo dando respostas positivas, a Argentina consolida suas opções para o futuro sem o seu principal craque. A tendência é que a dupla Lautaro e Julián assuma um protagonismo em uma nova seleção para 2030.




