Atualmente no Shabab Al-Ahli, o técnico André Jardine é um dos maiores ídolos da história do América-MEX. Campeão três vezes consecutivas do Campeonato Mexicano, o treinador brasileiro concedeu entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil e comentou o período que passou no clube.
Contratado pelo América em 2023, Jardine revelou que o projeto da equipe despertou seu interesse desde o primeiro momento. “É um clube gigante, com uma torcida enorme. Quando surgiu a oportunidade, eu entendi que era um passo importante, mas também sabia do tamanho do desafio”, afirmou o treinador.
Ao relembrar o período de conquistas, o brasileiro destacou a importância do trabalho coletivo. “Foram seis títulos em três anos, mas nada disso é fruto de uma pessoa. É resultado dos jogadores, comissão, diretoria, funcionários e torcedores que acreditaram diariamente”, declarou.
Sobre o legado deixado no país, o técnico foi sincero e ressaltou que as relações construídas tiveram um peso ainda maior do que os troféus. “Acima de qualquer número, levo as relações que construí, os jogadores, as pessoas que trabalharam comigo, os torcedores e todos que fizeram parte. O América me transformou como pessoa e como profissional”, destacou.
O que motivou André Jardine a ir para o México?
Após deixar a Seleção Brasileira olímpica, Jardine encontrou no Atlético San Luis a porta de entrada para o futebol mexicano. “O convite me apresentou um desafio completamente novo. Eu enxerguei uma oportunidade muito grande de trabalhar, conhecer uma nova cultura, um novo campeonato e me testar fora do Brasil”, explicou.
Os primeiros meses no San Luis foram marcados pelo bom trabalho e pelo acolhimento recebido no país. “O México me acolheu de uma maneira que eu jamais vou esquecer. Foram anos de aprendizado e de crescimento. O Atlético foi fundamental para isso”, completou o técnico de 47 anos.
Campeão olímpico pela Seleção Brasileira
Um dos principais títulos da carreira de André Jardine é a medalha de ouro conquistada com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 2020. A conquista ganhou ainda mais reconhecimento em 2026, quando a base da Espanha derrotada pelo Brasil naquela decisão se tornou campeã da Copa do Mundo.
Ao relembrar a final, Jardine não escondeu o orgulho. “Hoje, olhando para trás e vendo a dimensão que muitos daqueles jogadores espanhóis alcançaram no futebol mundial, inclusive fazendo parte da Espanha campeã do mundo de 2026, isso dá ainda mais perspectiva sobre o nível daquela final”, completou o técnico.
Além disso, o atual treinador do Shabab Al-Ahli destacou o orgulho de ter vestido a camisa do Brasil. “Foi um dos momentos mais especiais da minha vida. Quando você veste a camisa da Seleção Brasileira, você entende a responsabilidade e a dimensão que existe por trás dela”, encerrou.




