A vitória da França por 4 a 1 sobre a Bélgica, pela Liga das Nações, ficou marcada pela reação construída nos minutos finais e pelo brilho de Michael Olise. No entanto, o resultado também trouxe um dado que chama atenção sobre Ousmane Dembélé, um dos principais nomes do futebol mundial.
O atacante do PSG chegou a quatro partidas consecutivas pela seleção sem marcar ou dar assistências. Segundo dados da “Stats Foot”, esta é a pior sequência de Dembélé com os Bleus desde o período entre novembro de 2023 e setembro de 2024, quando ficou nove jogos sem participação direta em gols.
Dembélé perde espaço no momento mais produtivo da França
A situação ganha ainda mais destaque porque a França vive um período ofensivo de alta. Mesmo sem Kylian Mbappé, a equipe comandada por Zinédine Zidane marcou sete gols nos últimos compromissos da Liga das Nações e encontrou novas soluções ofensivas a partir do banco de reservas.
Contra a Bélgica, Dembélé começou entre os titulares, mas não conseguiu ser decisivo. A entrada de jogadores como Olise, Rayan Cherki e Désiré Doué mudou o ritmo do jogo e foi determinante para a virada. Olise participou diretamente de três gols, com duas bolas na rede e uma assistência.

O contraste entre os números dos dois atacantes ajuda a explicar o momento atual. Enquanto Dembélé atravessa um período de baixa produção ofensiva, Olise se tornou o primeiro jogador da história da seleção francesa a participar de gols em seus quatro primeiros jogos sob o comando de um novo treinador. No período, o meia-atacante soma quatro gols e duas assistências.
Olise cresce e aumenta a concorrência no ataque francês
Os números de Olise também colocam em perspectiva a fase de Dembélé. O jogador do Bayern de Munique já soma 11 gols e 11 assistências em apenas 29 partidas pela França, desempenho comparável aos melhores inícios de ciclo da história recente dos Bleus.
Isso não significa que Dembélé tenha perdido importância dentro da seleção, mas o atacante passa a conviver com uma concorrência ainda maior em um setor que reúne nomes como Olise, Cherki, Doué e Mbappé. A profundidade ofensiva é uma das principais características do início de trabalho de Zidane, e o treinador já mostrou que não hesita em buscar soluções no banco.
Para Dembélé, a boa notícia é que a França atravessa um momento coletivo positivo. A má notícia é que, em uma seleção cada vez mais competitiva, ficar quatro jogos sem participação direta em gols pode significar a perda de protagonismo para jogadores que vivem fase mais inspirada e, neste momento, nenhum deles parece tão decisivo quanto Olise.




